Durante o evento Eco Invest Brasil, realizando nesta segunda-feira (25), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o Brasil foi um dos países menos afetados pela guerra no Oriente Médio, apesar de enfrentar uma alta em preços de combustíveis.
Durante a apresentação, que revela os resultados do 4º leilão do programa e e lança oficialmente o 5º leilão da iniciativa, o ministro destacou que enquanto alguns países já discutem o racionamento do combustível, no Brasil o movimento inovador faz diferença.
“Exploramos óleo cru, mas importamos combustíveis, o que compensa os impactos e garante resiliência para o país passar por um momento difícil”, afirmou ele.
Durigan ainda enfatizou que o olhar do país também está voltado para fertilizantes, biocombustíveis e estimuladores do setor produtivo, incluindo também minerais críticos e a bioeconomia.
“Tudo isso com capital catalítico estimula o desenvolvimento dessas cadeias o Brasil já tem e está buscando aumentar, enquanto o estado procura extrair o melhor da iniciativa privada”.
Durante o evento, painéis sobre inovação e integração para o desenvolvimento econômico, abordando temas como cadeias de valor estratégicas e integração entre universidades e indústria também se destacaram.
4º leilão do Eco Invest Brasil
O 4º leilão do Eco Invest Brasil, lançado pelo governo federal durante a COP30, tem foco em projetos de bioeconomia e turismo sustentável na Amazônia.
A iniciativa integra a estratégia de transição ecológica do governo e busca atrair capital privado para financiar atividades sustentáveis.
O terceiro leilão concentrou investimentos em transição energética, que absorveu aproximadamente R$ 34 bilhões, o equivalente a 64,5% do total previsto.
Entre os principais segmentos financiados estão o SAF (combustível sustentável de aviação), baterias e veículos elétricos, biogás e biomassa. A bioeconomia respondeu por R$ 8,4 bilhões dos investimentos previstos.
O modelo do Eco Invest utiliza recursos públicos como mecanismo de mitigação de risco cambial para destravar capital privado.
Segundo o Tesouro Nacional, cada R$ 1 de recurso público mobilizou cerca de R$ 4 em investimentos privados no terceiro leilão.

