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BC nega ter firmado prazo com BRB para solução do rombo e de liquidez

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
BC nega ter firmado prazo com BRB para solução do rombo e de liquidez

O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (25) que a autarquia não fez nenhum acordo com o BRB (Banco Regional de Brasília) sobre prazos para que a instituição financeira apresente seu balanço ou resolva o problema de liquidez.

“O Banco Central não acordou nenhum tipo de prazo com nenhuma instituição. A gente analisa todas elas pelos métodos de supervisão e fiscalização para entender como estão cumprindo com as suas obrigações. E, no caso de algum descumprimento, como ela está tomando as medidas para resolver o problema”, disse Galípolo.

A declaração do presidente do BC foi dada na mesma semana em que o BRB pretende apresentar seu balanço financeiro – previsto para ser enviado até a próxima sexta-feira (29).

No documento, o BRB deve apresentar, além dos números atuais do banco, possíveis soluções para capitalizar a instituição financeira ligada ao governo do Distrito Federal.

O BRB enfrenta uma crise de liquidez e de patrimônio após o rombo causado pela compra de ativos podres do Banco Master. A estimativa é de que o prejuízo causado ao Banco de Brasília por conta das transações com o grupo de Daniel Vorcaro seja de até R$ 8,8 bilhões.

Entre as medidas estudadas pelo BRB, estão a negociação de dívidas ativas do governo do DF para o mercado financeiro, numa espécie de venda de “ágios”.

“Nos casos que se fazem necessários e que a lei impõe a aplicação de multas, as multas vêm sendo aplicadas. Não tem nenhum tipo de waiver [renúncia] concedido a uma instituição”, declarou o presidente do BC.

As declarações de Gabriel Galípolo foram dadas durante coletiva de imprensa sobre o Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central.

“O BC está olhando diariamente se cada instituição está cumprindo as suas obrigações. Em abstrato, qualquer instituição que tenha um problema de patrimônio, as formas que têm para solucionar são, por exemplo, aporte, venda de ativos com ágio”, completou Galípolo.

“Não existe dia D”

No mesmo evento, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, disse que a autoridade monetária “vai cumprir a lei”, ao ser questionado sobre os próximos passos do BRB.

“Não comentamos o BRB, mas precisamos seguir todos os itens da lei. Não existe ‘dia D’. A gente precisa caminhar na direção da lei. O Brasil tem que discutir o assunto pela missão do órgão e não por entidade”, afirmou Aquino.

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