Em ritmo de pré-campanha, o PT enfrenta o desafio de reduzir os altos índices de rejeição e desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Isabel Mega, analista de política da CNN, a estratégia do partido está centrada na divulgação constante de notícias positivas, além de acompanhar de perto as repercussões negativas sobre o principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
A analista destacou que, embora a queda nas intenções de voto do senador seja vista com satisfação pelo PT, isso não é suficiente para garantir uma margem de segurança ao partido. “Não basta só comemorar que Flávio está caindo. É importante também aumentar os patamares de avaliação positiva do governo e diminuir esse patamar de rejeição”, afirmou a analista.
Eleitor indeciso no centro do debate
De acordo com Isabel Mega, o áudio entre Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro — cujos efeitos foram registrados por vários institutos de pesquisa — provocou queda nas intenções de voto de Flávio. No entanto, o eleitor que migrou dessa base é, em grande parte, aquele perfil indeciso, localizado no centro do espectro político, disputado tanto pela direita quanto pela esquerda.
“É esse o eleitor que pode definir a eleição, esse eleitor que ainda está um pouco indeciso em relação a qual vai ser a atitude que ele vai tomar na hora de encarar as urnas”, explicou a analista.
Estratégia de anúncios diários
A aposta do PT, segundo apuração de Isabel Mega, é a de não poupar anúncios positivos. Integrantes da campanha de Lula teriam afirmado que, se for possível divulgar uma notícia positiva por dia, ela será divulgada — e que, se houver duas, ambas serão comunicadas sem hesitação. “Tem anúncio para ser feito? Vai ser feito”, resumiu a analista.
Isabel Mega ressaltou ainda que quem detém o poder da máquina governamental costuma ter vantagem nesse tipo de disputa, citando como exemplo o período em que Jair Bolsonaro (PL) tentou a reeleição à frente do Palácio do Planalto.
Entre as principais apostas do PT para conquistar o eleitorado, a analista destacou a aprovação do fim da jornada 6×1 como a grande notícia positiva que o partido pretende entregar. “Liderar por liderar não traz o PT totalmente para uma margem de segurança. É por isso que eles ainda têm muito a trabalhar, principalmente no que tange a essa diminuição desse potencial de rejeição“, concluiu Mega.

