Mohsen Rezaei, assessor militar do líder supremo do Irã, afirmou neste domingo (24) que administrar o Estreito de Ormuz é um “direito legal” de Teerã para garantir a segurança nacional.
“A administração iraniana do Estreito de Ormuz encerra 50 anos de insegurança no Golfo Pérsico”, disseram agências iranianas citando Rezaei.
Rezaei também afirmou que o Irã pode se retirar do Tratado de Não Proliferação Nuclear caso seja ameaçado.
“Se vocês decidirem atacar o Estreito de Ormuz e entrar no Golfo Pérsico, antes de tudo enfrentarão uma resposta excepcionalmente difícil e dolorosa. … Mas, mais importante, digo a vocês que poderemos nos retirar do TNP (Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares). Vocês sabem o que essa ameaça significa? O que acontecerá com vocês se nos retirarmos do TNP? Portanto, abandonem esse caminho”, afirmou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem destacado repetidamente a perspectiva de um acordo para encerrar a guerra iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro.
Segundo ele, as negociações estavam avançando e a relação dos EUA com o Irã havia se tornado mais profissional e produtiva. Mas acrescentou: “Os dois lados precisam levar o tempo necessário e acertar. Não pode haver erros!”
Um dia antes, Trump afirmou que Washington e Teerã haviam “amplamente negociado” um memorando de entendimento para um acordo de paz que reabriria o Estreito de Ormuz, por onde, antes do conflito, passava um quinto dos embarques globais de petróleo e gás natural liquefeito.
Os dois lados continuam divergindo sobre várias questões difíceis, como as ambições nucleares do Irã, as exigências iranianas pela suspensão das sanções e pela liberação de dezenas de bilhões de dólares em receitas do petróleo iraniano congeladas em bancos estrangeiros, além da guerra de Israel no Líbano contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
Conheça o drone kamikaze Shahed-136, usado pelo Irã na guerra

