Os contratos futuros da soja encerraram a sessão desta sexta-feira (22) com leves ganhos na Bolsa de Chicago, em que boa parte investidores realizando fechamentos de posições vendidas e liquidando contratos antes do feriado prolongado do Memorial Day nos Estados Unidos.
Nesta sessão, o vencimento para julho fechou cotado a US$ 11,9650 por bushel e com leve ganho de 0,19%. De acordo com as informações da internacionais de mercado, os contratos encontraram suporte nos números positivos das exportações americanas, principalmente para o farelo de soja.
O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) confirmou nesta sexta-feira a venda privada de 252 mil toneladas métricas de farelo de soja para destinos não revelados.
Além disso, as vendas líquidas de exportação de soja dos Estados Unidos somaram 351.423 mil toneladas métricas para a safra 2025/26 e outras 172.729 toneladas para 2026/27.
Os volumes vieram dentro das expectativas do mercado e acima dos números registrados na semana anterior.
Segundo as informações da Agrinvest, o desempenho das exportações reforça a competitividade do farelo americano no mercado internacional e ajuda a sustentar as cotações do complexo soja neste momento.
Além disso, o mercado segue acompanhando as condições climáticas favoráveis para a safra americana. A consultoria Commodity Weather Group informou que as chuvas previstas para partes da região devem beneficiar o desenvolvimento das lavouras nas próximas semanas.
Milho
Os contratos futuros do milho encerraram a sessão com leve valorização na Bolsa de Chicago, em um mercado sustentado pelos números positivos das exportações americanas. O contrato para entrega em julho avançou 0,22% e fechou cotado a US$ 4,6325 por bushel.
Segundo análise da Agrinvest, o milho chegou a operar em forte alta ao longo da manhã, impulsionado pelos dados semanais de vendas para exportação dos Estados Unidos, que surpreenderam o mercado.
Apesar disso, o ritmo de valorização perdeu força ao longo do pregão. De acordo com a consultoria, o mercado segue monitorando o aumento da competitividade de outras origens exportadoras, principalmente da Argentina, que começa a ganhar espaço no comércio internacional.
Além disso, uma possível resolução para os conflitos no Oriente Médio também é vista como fator baixista para o mercado de cereais no curto prazo, reduzindo parte do suporte aos preços internacionais.
Trigo
Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta sexta-feira em queda na Bolsa de Chicago. O vencimento para julho recuou 0,19% e fechou cotado a US$ 6,4625 por bushel.
Segundo análise da Granar, o mercado americano do trigo terminou o dia no campo negativo, apesar de Chicago ainda acumular ganhos no desempenho semanal. Já no mercado de Kansas, o saldo da semana foi de perdas.
De acordo com a consultoria, a pressão sobre os preços está ligada ao avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos, que já começou nas regiões do sul do país. O aumento da oferta neste início de safra contribui para limitar movimentos de alta nas cotações.
Brasil avança na cooperação internacional do agro em missão à Europa

