O cardiologista e apresentador do “CNN Sinais Vitais“, Dr. Roberto Kalil Filho, toma posse nesta sexta-feira (22) como membro titular da ANM (Academia Nacional de Medicina), um reconhecimento máximo da medicina no Brasil.
O especialista passa a ocupar a cadeira nº 01, cujo patrono é o Acadêmico Joaquim Cândido Soares de Meirelles. Até 2025, a cadeira era ocupada pelo médico pneumologista Dr. José Manoel Jansen, falecido em agosto de 2025. A cerimônia acontece nesta sexta-feira (22) no Rio de Janeiro a partir das 20h.
Com a posse, Kalil passa a integrar o seleto quadro de 100 membros titulares da instituição, onde dividirá a bancada com expoentes da medicina brasileira, como o neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, referência no tratamento de tumores e aneurismas; José de Jesus Camargo, pioneiro ao realizar o primeiro transplante de pulmão da América Latina; e o acadêmico Pietro Novellino, expoente no ensino e liderança institucional.
Ao assumir a cadeira nº 01, o cardiologista reforça o compromisso com o desenvolvimento da medicina e a contribuição para os debates sobre os rumos da saúde no Brasil.
A conquista consagra a trajetória de Kalil, professor titular de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e diretor do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, com mais de 300 trabalhos científicos publicados.
O médico celebrou a conquista como realização de um objetivo pessoal e profissional. Em declaração após a eleição, destacou a relevância da Academia no cenário nacional.
Reconhecido por sua sólida trajetória acadêmica e atuação de destaque na cardiologia brasileira e internacional, Kalil Filho construiu uma carreira marcada pela excelência. Graduado em Medicina pela Universidade de Santo Amaro em 1985, concluiu doutorado em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1994, mesma instituição onde obteve a livre-docência no ano seguinte. Realizou ainda pós-doutorado na Johns Hopkins University, em 1991.
Ao longo de sua trajetória, desempenhou papéis relevantes em entidades científicas, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia e a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, onde foi vice-presidente no biênio 2018-2019.
No cenário internacional, acumula títulos de prestígio, como Fellow da European Society of Cardiology e do American College of Cardiology, além de integrar o corpo editorial e atuar como revisor do Journal of the American College of Cardiology, uma das publicações mais respeitadas da área.
Como é feita a seleção?
A seleção de membros da ANM é feita a partir da morte de um membro titular ou quando um titular passa a condição de membro emérito, momento em que a vaga é aberta. As vagas podem ser destinadas às Secções de Medicina, Cirurgia ou Ciências Aplicadas à Medicina.
A Academia Nacional de Medicina possui 100 membros titulares, distribuídos entre as três secções da instituição. Fundada em 30 de junho de 1829, inicialmente com o nome de Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro, a Academia foi criada com o objetivo de contribuir para o estudo, a discussão e o desenvolvimento da medicina, da cirurgia, da saúde pública e das ciências afins, além de atuar como órgão consultivo do governo em temas relacionados à saúde e à educação médica.
Entre os destaques que já ocuparam cadeiras na instituição estão Oswaldo Cruz, referência no combate às epidemias de febre amarela, peste bubônica e varíola no Brasil; Carlos Chagas, descobridor da Doença de Chagas; Miguel Couto, referência em clínica médica e educação no país; e Ivo Pintaguy, reconhecido internacionalmente na cirurgia plástica.
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