A influenciadora digital Deolane Bezerra, presa na manhã desta quinta-feira (21), por suposto elo com o PCC (Primeiro Comando da Capital), era alvo de um plano do Ministério Público para ser detida em Roma, na Itália. A empresária estava há semanas no país europeu e chegou a ser considerada foragida internacional.
Com o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol para prisão internacional, Deolane retornou ao Brasil na tarde de quarta-feira (20), impossibilitando o plano de prendê-la na Itália.
A prisão ocorreria no país europeu uma vez que o promotor Lincoln Gakiya está em Roma para um encontro de procuradores anti-máfia.
Deflagrada nesta manhã, a Operação Vétrix investiga um esquema de lavagem de capitais, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras. Deolane teria, de acordo com as apurações, vínculos pessoais e negociais estreitos com um dos gestores fantasmas da transportadora investigada pelas autoridades.
A influenciadora, de acordo com a polícia, passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com integrantes do núcleo de comando do PCC.
Conforme apontado, a advogada teria emprestado contas para a facção. Levantamentos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo), com apoio da Polícia Civil, afirmam que a estrutura financeira de Deolane teria sido usada para dar aparência de legaidade a recursos ilícitos da facção.
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Deolane passará por audiência de custódia ainda nesta quinta-feira, em São Paulo.
Entre os alvos da Operação Vétrix, também estão Marco Herbas Camacho, o Marcola, que já está preso; Alejandro Camacho, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, irmão e sobrinhos do líder do PCC, respectivamente; além de Everton de Souza, vulgo “Player”.
Influencer Deolane Bezerra é presa em operação contra o PCC em SP

