A troca do marqueteiro responsável pela comunicação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é vista por aliados como uma vitória do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador nacional da pré-campanha presidencial.
Como mostrou a CNN Brasil, Marcello Lopes deixou a liderança da comunicação de Flávio nesta quarta-feira (20) diante de uma série de críticas de parte de aliados do pré-candidato sobre como vinha conduzindo a estratégia de marketing, especialmente com a crise instalada por conta das mensagens e encontros com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master.
Agora, entra Eduardo Fischer como o principal responsável pela estratégia de comunicação.
Marcello Lopes não contava com a simpatia de Rogério Marinho, que via falhas na contenção da crise que atingiu o núcleo bolsonarista nas últimas semanas.
Marinho já vinha pedindo internamente uma mudança no rumo da condução da pré-campanha. A saída de Marcello, portanto, consolida a influência do senador potiguar sobre os rumos do projeto eleitoral.
Marinho é um dos principais articuladores de confiança de Flávio, que o considera um “segundo pai”. Ele abriu mão de concorrer ao governo estadual do Rio Grande do Norte para se dedicar à campanha do filho de Bolsonaro e é o responsável pela maior parte da consolidação das alianças políticas de Flávio.
Eduardo Fischer, o novo marqueteiro, terá de trabalhar em sintonia fina com Marinho para reconstruir a ponte com o eleitorado conservador, não deixar escapar votos indecisos e acalmar os ânimos de aliados regionais, que temem os reflexos da crise do caso Vorcaro em suas próprias bases, na avaliação de aliados.
Nos bastidores, a expectativa é que a nova comunicação adote uma postura menos reativa e passe a explorar melhorar propositivas, na tentativa de mudar o foco do noticiário e blindar o projeto presidencial. Parte já começou a ser colocada em prática, focando na antecipação de pautas econômicas e de segurança pública.

