A Tradener, considerada a primeira comercializadora de energia elétrica do Brasil, entrou com pedido de recuperação judicial envolvendo um passivo de R$ 1,69 bilhão, segundo ação protocolada nesta terça-feira (20) na 2ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba (PR).
Segundo o documento, à qual a CNN teve acesso, o pedido envolve também as empresas D.G.W. Participações, Fraternita Participações e Tradener Serviços em Energia.
O grupo afirma que a crise financeira foi provocada por mudanças regulatórias no mercado livre de energia, aumento da volatilidade do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), descasamentos entre curvas de carga e geração e decisões judiciais que agravaram a situação operacional da companhia.
“Mais do que mera restrição patrimonial episódica, as medidas determinadas passaram a ameaçar concretamente a própria continuidade da atividade empresarial, com potencial de desencadear rescisões em cadeia, perda definitiva da carteira operacional, agravamento exponencial do passivo e esvaziamento completo da atividade econômica que se busca preservar”, diz o documento.
A companhia relata que decisões do Tribunal de Justiça do Paraná também agravaram a crise ao suspender efeitos de medidas cautelares anteriormente concedidas e determinar retenção integral de recursos mantidos na CCEE. Segundo a Tradener, isso comprometeu seu fluxo de caixa e elevou o risco de paralisação das operações.
* Texto em atualização
