Pouco mais da metade dos cursos de formação de professores na modalidade de EAD (Educação a Distância) do país apresenta qualidade reprovável, segundo dados divulgados pelo MEC (Ministério da Educação) nesta quarta-feira (20).
O balanço aponta que 51,8% das graduações EAD em pedagogia e licenciaturas obtiveram conceitos 1 ou 2 no Enade das Licenciaturas – as notas mais baixas do indicador de qualidade, consideradas insatisfatórias. Ao todo, 682 cursos a distância ficaram nesse patamar.
Alerta para o futuro da educação básica
Os dados acendem um alerta para o futuro da educação básica, já que a modalidade a distância concentra a maior parte dos futuros professores do país: 60% dos estudantes que participaram da avaliação eram concluintes de cursos EAD.
Por outro lado, os cursos que conquistaram notas de 3 a 5 (consideradas de nível regular a excelente) somaram 56,8% do total de graduações avaliadas.
O indicador foi calculado com base no desempenho dos estudantes na PND (Prova Nacional Docente), aplicada em outubro de 2025.
Ensino presencial
O abismo de qualidade entre o ensino presencial e o remoto ficou evidente na taxa de sucesso dos alunos: enquanto 73,9% dos concluintes de licenciaturas presenciais foram avaliados como proficientes, o índice despencou para apenas 46,9% entre os alunos da modalidade EAD.
A divulgação do relatório coincide com o Dia Nacional do Pedagogo, também celebrado nesta quarta-feira.
O exame nacional avaliou cursos de licenciatura de todo o país, tanto presenciais quanto EAD, cobrindo áreas vitais como pedagogia, matemática, física, química, ciências biológicas, história, geografia, filosofia, ciências sociais, computação, educação física, artes visuais, música e letras.
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