Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações brasileiras da indústria de transformação e o maior investidor no país. Em meio a essa relação consolidada há mais de dois séculos, Nova York recebeu, no dia 11 de maio, o Brasil–U.S. Industry Day, encontro que integrou a Brazilian Week e reuniu lideranças empresariais, investidores e autoridades. Esta foi a primeira edição do evento dentro da programação.
Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a U.S. Chamber of Commerce, o evento propôs uma discussão sobre competitividade industrial. A iniciativa buscou ir além das trocas comerciais e tratou de temas como inovação, financiamento produtivo e integração de cadeias de valor.
A iniciativa refletiu um movimento mais amplo de fortalecimento da relação bilateral, que expandiu a parceria para campos como investimento e cooperação produtiva. A indústria apareceu como eixo dessa conexão, que se desdobrou na presença de empresas nos dois mercados, no avanço de investimentos e na construção de soluções conjuntas em áreas estratégicas, com impacto direto na atividade econômica.
Indústria ganhou protagonismo na relação bilateral
O comércio entre os dois países foi marcado pela complementaridade e pela forte presença da indústria de transformação. Na última década, esse setor respondeu pela maior parte das trocas, com destaque para bens intermediários que alimentaram cadeias produtivas nos dois mercados.
Os números ajudaram a dimensionar essa relação. A cada R$1 bilhão exportado para os Estados Unidos, o Brasil gerou cerca de 24,3 mil empregos, além de R$531,8 milhões em massa salarial e R$3,2 bilhões em produção. O fluxo comercial entre os dois países ficou concentrado, em grande parte, em bens de maior valor agregado e conteúdo tecnológico.
A relação, embora consolidada, enfrentou desafios recentes, como a queda nas exportações e mudanças nas regras do comércio internacional. Nesse contexto, o encontro em Nova York buscou aproximar o setor privado das decisões estratégicas e reforçar o papel das empresas na chamada diplomacia econômica, na qual o setor produtivo atuou como ponte entre os dois países.
A expectativa foi de que o evento contribuísse para ampliar investimentos, fortalecer cadeias produtivas e abrir novas frentes de cooperação em áreas como energia, infraestrutura e tecnologia, em um momento em que parcerias estratégicas ganharam ainda mais relevância no cenário global.
