Um ano depois de arrematar a massa falida da Rosalito, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), a Kicaldo – líder no mercado de feijão – inicia sua atuação no mercado de arroz.
A empresa renovou a estrutura produtiva da Rosalito, com maquinário de primeira linha, e contratou grande parte de antigos colaboradores. Além disso, chamou para o seu quadro de funcionários Marinho Pegorer, especialista em arroz da tradicional família da cidade.
No inicio do século, Francisco e Maria Pegorer, imigrantes italianos chegaram a Santa Cruz do Rio Pardo, começaram a comercialização de arroz e deram origem às famílias que fundaram as indústrias São João Alimentos, Guacira, Solito e Rosalito (comprada pela Kicaldo).
“Já temos uma trajetória consolidada na categoria de grãos e agora levamos essa expertise para uma nova frente, com o mesmo compromisso com qualidade, consistência e um excelente custo-benefício”, afirma Maurício Bortolanza, diretor de Novos Negócios da Kicaldo.
“Investimos fortemente em desenvolvimento e testes para garantir um produto que esteja à altura da confiança do consumidor na nossa marca”, acrescenta Bortolanza.
Os produtos devem chegar às principais redes varejistas do país ainda neste mês de maio, valendo-se do que ele chama de diferenciais como expertise logística e capilaridade de distribuição em todo o território nacional, além da força da marca junto ao consumidor. Os produtos, parboilizado e branco, serão apresentados nesta semana na Apas, em São Paulo.
Com 30 anos de atividades, a Kicaldo distribui cerca de 20 mil toneladas de feijão ao mês, seu carro-chefe, mas também vende farináceos e derivados (farinha de mandioca, polvilho doce e tapioca), milho e derivados, lentilha, ervilha, açúcar mascavo e grão-de-bico.
A massa falida da Rosalita foi comprada em abril de 2025, por R$ 35,2 milhões, depois de uma disputa no leilão: foram 107 lances, com valor inicial de R$ 170 mil.
Santa Cruz do Rio Pardo tem seis das maiores indústrias de arroz do país fora do Rio Grande do Sul e é conhecido como a capital paulista do cereal. A atividade é apontada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) como a maior responsável pelo PIB per capita do município, com R$ 57,8 mi em 2022. O segmento é também a razão de o salário médio do município ser de 2,5 mínimos, mais alto que em cidades maiores nas limitações de Santa Cruz, como Marília ou Ourinhos.

