A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (15) que a estatal pretende avançar no desenvolvimento da descoberta de Aram, no pré-sal da Bacia de Santos, como parte do plano de investimentos da companhia em São Paulo até 2030.
Segundo a executiva, a expectativa da companhia é colocar em operação ao menos dois poços produtores na área até o fim da década. Atualmente, o campo ainda não possui nome comercial definido oficialmente pela Petrobras e está sendo chamado provisoriamente de “Campo de Aram”.
“O objetivo é desenvolver essa descoberta e iniciar sua produção”, afirmou Magda ao detalhar os projetos previstos para a área de exploração e produção.
A iniciativa integra um pacote de R$ 9 bilhões em investimentos destinados ao segmento de exploração e produção entre 2026 e 2030 no estado de São Paulo. Os recursos serão aplicados na otimização de projetos, aumento da injeção de água em reservatórios para elevar a recuperação de petróleo e conexão de novos poços a plataformas mais antigas já em operação.
Entre os ativos contemplados estão os campos de Sapinhoá e Mexilhão, ambos considerados estratégicos para a produção da Petrobras na Bacia de Santos.
O anúncio faz parte do pacote de R$ 37 bilhões em investimentos previstos pela estatal em São Paulo entre 2026 e 2030, abrangendo também refino, gás e energia, biocombustíveis e logística.
Do total previsto, R$ 17 bilhões serão destinados ao segmento de refino, sendo R$ 6 bilhões apenas para a Replan, localizada em Paulínia. A refinaria possui capacidade de processamento de 434 mil barris por dia, equivalente a cerca de 20% da capacidade de refino do Brasil.

