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Ministério da Saúde promove oficinas da Primeira Infância Antirracista

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Ministério da Saúde promove oficinas da Primeira Infância Antirracista

Diversas capitais do país recebem a Oficina da PIA na APS (Primeira Infância Antirracista na Atenção Primária à Saúde), ministrada pelo Ministério da Saúde (MS). A iniciativa é fruto de parceria da pasta com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), e acontece como parte da programação que celebra os 17 anos da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.

A primeira edição ocorreu em Fortaleza no dia 30 de abril e percorrerá os estados de Recife, Rondônia, Goiás, Bahia, Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pará. Além de palestras sobre o impacto do racismo no desenvolvimento infantil, voltadas para trabalhadores da atenção primária do SUS (Sistema Único de Saúde), serão apresentadas iniciativas locais sobre o tema e oficinas para construção de planos municipais.

“Esses documentos serão formatados por profissionais, gestores e representantes das secretarias de Saúde de cada município presentes nas oficinas e têm como objetivo subsidiar e sistematizar as ações para a implementação da estratégia na atenção primária”, explica Rose Santos, atual coordenadora-geral de Atenção à Saúde da População Negra na APS.

Os principais objetivos das atividades são o fortalecimento da equidade racial, promoção de justiça social com práticas inclusivas, valorização das existências negras e reconhecimento do racismo como determinante social das condições de saúde da população negra no Brasil. A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra completa 17 anos e se consolida como um dos principais programas do mundo em políticas públicas de saúde antirracistas.

“Ela não é apenas uma política estatal, mas o resultado da luta histórica do movimento negro brasileiro”, lembra Rose Santos.

Estratégias antirracistas no SUS buscam financiar equipes de Saúde da Família

Em 2026, o MS lançou incentivo financeiro que custeia mensalmente equipes de Saúde da Família que atuam em territórios de população quilombola. São 1.250 profissionais credenciados, além do mapeamento de unidades de atendimento descentralizado, incluindo carros e embarcações. A estimativa é de que o investimento total se aproxime de R$ 135 milhões, sendo R$ 54 milhões previstos para este ano e R$ 81 milhões para 2027.

Outro destaque do programa busca dar visibilidade à saúde das mulheres negras, que correspondem a 60,9% dos usuários do SUS, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (IBGE, 2020). A iniciativa tem como um de seus pilares a redução da mortalidade infantil e materna, além de políticas de saúde mental e sexual.

Voltado para os próprios trabalhadores da saúde, também foi criado o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras no SUS. De acordo com dados da SGTES (Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde), 67% das trabalhadoras do SUS são mulheres, sendo grande parte mulheres pretas e pardas. A iniciativa oferece ações de saúde mental, acolhimento a mulheres e enfrentamento de violências no ambiente de trabalho.

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