A dívida da refinaria Refit com a Receita Federal está estimada em R$ 52 bilhões, informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta sexta-feira (15).
A empresa foi alvo da Operação “Sem Refino”, deflagrada pela PF (Polícia Federal) que investiga um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de diversos crimes financeiros e fiscais.
“A dívida estimada com o Fisco chega a R$ 52 bilhões. As investigações culminaram nas Operações Cadeia de Carbono e Poço de Lobato, apontaram uma sofisticada engenharia societária para esconder bens e dificultar a atuação da Receita e credores”, disse Durigan no X.
A Polícia Federal, em coordenação com a Receita, deflagrou a Operação Sem Refino para investigar um conglomerado do setor de combustíveis suspeito de usar empresas e operações financeiras para ocultar patrimônio, escoar recursos ao exterior e frustrar a cobrança de tributos.
— Dario Durigan (@DarioDurigan) May 15, 2026
Como parte da operação, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros do grupo e a suspensão de suas atividades econômicas.
Além da Refit, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria, estão entre os investigados por diversos crimes e irregularidades.
A operação da Polícia Federal também investiga inconsistências entre o volume de petróleo processado e o declarado à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e em documentos de importação.
O governo federal tem investido no combate à sonegação fiscal, principalmente dos chamados “devedores contumazes”.
Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a legislação que endurece as punições para contribuintes que “apresentam inadimplência substancial, reiterada e injustificada”.
“O combate ao crime econômico organizado e à sonegação bilionária protege a concorrência, a arrecadação pública e a economia do país”, escreveu o ministro.
Em nota, a Refit disse que questões tributárias envolvendo a companhia estão sendo discutidas no âmbito judicial e administrativo e que a atual gestão herdou passivos tributários de administrações anteriores.
“A Refit jamais falsificou declarações fiscais para ter vantagens tributárias. Laudos científicos da carga apreendida nas últimas operações comprovam que o produto importado é óleo bruto de petróleo, conforme devidamente declarado no documento de importação”, informou.

