O Diretório Nacional dos Republicanos pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para interromper a realização de eleições suplementares diretas no estado de Roraima.
No final de abril, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu pela cassação do atual governador do estado, Edilson Damião (União Brasil), e pela inelegibilidade do ex-governador Antonio Denarium (PP), por abuso de poder político.
Com a decisão, o tribunal convocou novas eleições diretas para definir quem ficará no cargo de forma efetiva até janeiro de 2027.
Enquanto não há a realização do pleito, o presidente da Assembleia Legislativa do estado, Soldado Sampaio, é quem governa o estado de forma interina. Ele é do Republicanos.
No STF, o partido argumenta que organizar uma nova eleição neste momento produziria um gasto elevado de dinheiro público para o estado, além de precisar mobilizar muitas pessoas.
O Republicanos diz ainda que existem muitas dúvidas jurídicas sobre como as eleições para “mandato-tampão” devem ser feitas. O partido cita o caso do Rio de Janeiro e pede tratamento idêntico a Roraima.
Neste ano, o TSE também decidiu pela cassação e pela inelegibilidade da chapa que governava o estado do Rio de Janeiro. Naquela vez, porém, o presidente da Assembleia Legislativa também perdeu o cargo.
Inicialmente, ficou decidido que seriam feitas eleições indiretas para definir quem assumiria o mandato-tampão. Diante de controvérsias, no entanto, o ministro Cristiano Zanin decidiu suspender o pleito até que o plenário da Corte decida em definitivo sobre o tema.
A decisão foi tomada em processo apresentado pelo diretório estadual do PSD, que questiona o modelo de sucessão definido após a cassação da chapa eleita em 2022. O pedido do Republicanos a respeito do governo de Roraima foi apresentado no mesmo processo.
Diante da complexidade do tema, Zanin decidiu que o pedido do partido deve ser transformado em um processo separado e não tramitar junto com o caso do Rio de Janeiro.
O ministro determinou ainda o envio do caso para o presidente do STF, Edson Fachin, para que ele decida se é necessário sortear um novo relator ou se o caso ficará com o próprio Zanin.

