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Em 6 horas, Flávio vai de negar a admitir pedido de “patrocínio” a Vorcaro

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Em 6 horas, Flávio vai de negar a admitir pedido de “patrocínio” a Vorcaro

O senador Flávio Bolsonaro inicialmente negou nesta quarta-feira (13) que o empresário Daniel Vorcaro teria financiado o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. seis horas depois, ele divulgou um vídeo admitindo que a relação com o banqueiro existia, mas era apenas de um “filho procurando patrocínio” para o projeto.

A mudança entre as duas versões ocorreu depois de o Intercept Brasil ter divulgado áudios, mensagens e documentos provando a relação entre o senador e o banqueiro.

Por volta das 11h45, ao deixar reunião com o ministro Edson Fachin no STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio foi questionado sobre o financiamento e negou a informação.

“É mentira, eu já te falei isso, pelo amor de Deus. Aí não dá. Jornalistas, bom trabalho. Militante, saia… É dinheiro privado, privado”, afirmou.

Às 14h31, o Intercept Brasil publicou a reportagem informando que Flávio negociou diretamente com Vorcaro um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para financiar o longa.

Segundo os documentos, ao menos US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões) foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025 para o projeto. O material também indica proximidade entre Vorcaro e a família Bolsonaro. Em um dos áudios revelados, Flávio chama o empresário de “irmão”.

Após a publicação da reportagem, por volta das 17h40, o senador divulgou vídeo nas redes sociais e afirmou que buscou recursos com Vorcaro, mas negou irregularidades.

“O que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, disse.

Flávio também afirmou que não ofereceu vantagens ao empresário nem intermediou negócios com o governo.

“O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem.”

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