A defesa de Raphael Sousa Oliveira, dono do perfil Choquei, informou nesta quarta-feira (13) que o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) também revogou a prisão preventiva do influenciador no âmbito da Operação Narco Fluxo.
Segundo os advogados, a decisão reconheceu a inexistência de elementos concretos que justificassem a manutenção da medida cautelar mais gravosa. De acordo com a defesa, a investigação não atribui a Raphael papel de liderança, coordenação ou gestão financeira de eventual organização criminosa.
Ainda segundo a nota, a relação do empresário com os fatos investigados decorreria exclusivamente da prestação de serviços publicitários regularmente remunerados, realizados no exercício de sua atividade profissional.
“A revogação da prisão restabelece a liberdade de Raphael e reafirma a importância do devido processo legal, da presunção de inocência e das garantias constitucionais”, diz a nota publicada nas redes sociais.
Em depoimento à PF, Sousa declarou que fatura mensalmente R$ 400 mil com a página de fofocas, segundo fontes com acesso ao caso. O perfil da Choquei tem 27,1 milhões de seguidores, sendo 5 milhões em uma conta reserva e 1,4 milhão na conta pessoal dele.
Soltura de outros investigados
Também nesta quarta-feira, outros investigados na operação, como MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e o influenciador Crys Dias foram soltos.
A decisão sobre Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo, foi confirmada à CNN Brasil pela defesa. ”Nosso pedido de extensão foi aceito. Esperamos em breve poder retirar nosso cliente, Marlon Brandon, deste aprisionamento desnecessário e ilegal”,” diz a nota. Os artistas foram presos durante a Operação Narco Fluxo.
A prisão de Poze foi realizada no dia 15 de abril, em casa, no Recreio dos Bandeirantes, zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Segundo a decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, obtida pela CNN Brasil, a soltura de Poze foi determinada após os desembargadores entenderem que não havia, neste momento, fundamentos concretos para manutenção da prisão preventiva, além de apontarem excesso de prazo na investigação e ausência de denúncia formal até o momento.

