O Senado dos Estados Unidos rejeitou pela sétima vez neste ano uma medida que visava restringir os poderes do presidente Donald Trump em relação à guerra, exigindo a aprovação do Congresso para qualquer futura ação militar no Irã.
A medida teve 49 votos a favor e 50 contrários. O senador democrata John Fetterman juntou-se aos republicanos na rejeição, enquanto os senadores republicanos Rand Paul, Susan Collins e Lisa Murkowski votaram com os democratas.
Alguns republicanos, como Murkowski – que votou a favor da proposta – e o senador Thom Tillis, argumentaram que o Congresso deveria ter um papel na autorização da guerra, ou pelo menos maior supervisão, agora que o conflito já dura mais de 60 dias.
O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, anunciou em abril que os democratas forçariam uma votação sobre os poderes de guerra a cada semana em que o Senado estivesse em sessão, num futuro próximo.
“Eu disse ao presidente que apoio o que ele fez ao invadir o Irã, mas precisamos nos preocupar com os relatórios ao Congresso… Não é uma guerra popular entre o povo americano neste momento, certo?”, Tillis afirmou na segunda-feira (11).
Lei prevê autorização do Congresso
Uma lei pós-Vietnã estabelece um prazo de 60 dias para o uso da força militar sem autorização do Congresso. A guerra no Irã atingiu esse limite em 1º de maio, de acordo com o texto da lei, a Resolução sobre Poderes de Guerra.
No entanto, alguns legisladores expressaram certa confusão sobre a data exata do prazo, com alguns republicanos argumentando que os dias de cessar-fogo não contam para o total de 60 dias.
O líder da maioria no Senado, John Thune, disse a repórteres na semana passada que a maioria de seus integrantes não pressionou para votar a autorização de guerra.
Tillis afirmou que ele e outros ainda estão trabalhando na redação de uma autorização, embora tenha reconhecido que, mesmo que fosse aprovada pelo Congresso, não resistiria a um veto presidencial.
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