Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feia (13) mostra que 54% dos entrevistados não tinham conhecimento sobre a investigação da Polícia Federal que apura o envolvimento do senador Ciro Nogueira (PP-PI) com o escândalo do Banco Master. Por outro lado, 46% disseram estar cientes da ação.
O levantamento aborda a quinta fase da operação Compliance Zero, que realizou busca e apreensão contra o senador. As investigações apontaram que Ciro Nogueira recebeu “vantagens indevidas” do ex-banqueiro e dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro.
A pesquisa avaliou também a opinião dos entrevistados sobre quem foi mais afetado negativamente pelo caso Master. Neste cenário, 46% apontaram que todos os campos políticos e instituições mencionadas foram afetados negativamente.
Para 11%, o governo Lula foi mais afetado, seguido de 10% que avaliam o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Poder Judiciário como os mais afetados.
Na sequência 9% acreditam que o governo Bolsonaro recebeu maior impacto negativo, contra 7% que disseram isso sobre o Banco Central, 2% sobre o Congresso Nacional, e 1% que disse não ter afetado nenhum deles.
Outros 14% não souberam ou não responderam ao levantamento.
Investigação da PF
A PF apontou, em relatório enviado ao STF, que Ciro Nogueira recebeu “vantagens indevidas” de Daniel Vorcaro, dono Master.
Segundo a decisão do ministro do STF André Mendonça, relator do caso no na Corte, o senador teria recebido um envelope com uma sugestão de emenda parlamentar elaborada pelo Banco Master.
O texto seria a chamada “emenda Master” (Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023) e buscava alterar o limite de garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
Conforme mostrou a CNN Brasil, Vorcaro celebrou com um interlocutor o momento da apresentação da emenda, mencionando o nome de Ciro. O projeto era visto como essencial para o banco, uma vez que a instituição utilizava o FGC como parte de seu modelo de negócios.
Metodologia
A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores em todo o país, entre os dias 8 e 11 de maio, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03598/2026.

