O ministro Kassio Nunes Marques assume a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na noite desta terça-feira (12) em uma cerimônia que contará com a presença de autoridades do Três Poderes.
Indicado para o STF (Supremo Tribunal Federal) pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2020, passou a ser membro efetivo do TSE em 2023. Kássio foi vice-presidente da Corte desde maio de 2024, atuando junto de Cármen Lúcia, que ocupou a presidência no último biênio.
Agora, o ministro será o responsável por conduzir o processo eleitoral de 2026, cujo primeiro turno está previsto para 4 de outubro.
Natural do Piauí, Nunes Marques formou-se em Direito pela Universidade Federal do estado, especializou-se em Processo e Direito Tributário, pela Universidade Federal do Ceará, fez mestrado pela Universidade Autônoma de Lisboa e cursa doutorado na mesma instituição.
Atuou como advogado nas áreas cível, trabalhista e tributária por 17 anos. Ocupou diversos cargos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Piauí, incluindo o de suplente no Conselho Federal da organização, onde integrou a Comissão Nacional de Direito Eleitoral e Reforma Política.
Foi juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí de 2008 a 2011. Em 2011, foi nomeado pela então presidente Dilma Rousseff para o posto de desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde ficou até 2018.
Segundo pessoas que conviveram com o magistrado, Nunes Marques tem um perfil centrado, discreto e religioso (ele é católico), sem ser radical.
É considerado no meio jurídico como um juiz “garantista”, que costuma privilegiar questões como o amplo direito de defesa ao julgar uma ação. Defende ainda um Judiciário menos intervencionista.

