Mensagens de texto foram enviadas para celulares de cidadãos israelenses, incentivando-os a cooperar com a inteligência do Irã e ameaçando novos ataques, segundo a polícia.
As autoridades de Israel emitiram um alerta nesta terça-feira (12), afirmando que muitos israelenses receberam mensagens de números desconhecidos que, segundo eles, “tinham a intenção de criar pânico entre o público e representam tentativas de elementos da inteligência iraniana de recrutar cidadãos israelenses em Israel e no exterior”.
Uma dessas mensagens, compartilhada pela polícia israelense e verificada pela CNN, incentivava os destinatários a cooperar e “entrar em contato com embaixadas iranianas em vários países ou com algum dos agentes cibernéticos iranianos online”.
No entanto, a mensagem não fornecia nenhum link específico ou informação de contato da inteligência iraniana.
Outro texto era mais ameaçador, parecendo sugerir que novos ataques com mísseis contra Israel poderiam ocorrer.
“Prometemos que em breve vocês veriam estrelas no céu noturno que não são estrelas. Em breve vocês verão o sol no céu noturno”, afirmava a mensagem.
O grupo de hackers Handala, ligado ao Irã, pontuou nesta terça ter enviado mensagens pelo WhatsApp para dezenas de milhares de israelenses, alertando sobre novos ataques com mísseis, embora não esteja claro se essas são as mesmas mensagens sinalizadas pela polícia.
A CNN já havia noticiado mensagens de texto anônimas semelhantes, com ameaças, enviadas para telefones israelenses durante o conflito com o Irã, bem como uma onda sem precedentes de tentativas iranianas de recrutar israelenses para espionagem desde 2023, em muitos casos por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.
A última leva de mensagens ocorreu um dia depois de a CNN publicar uma investigação sobre as possíveis ligações do Irã com uma recente onda de ataques antissemitas na Europa.
A reportagem mostrou como agentes que alegam agir em nome do Irã usam redes sociais e aplicativos de mensagens para potencialmente recrutar indivíduos para vigilância e violência.
De acordo com acusações e registros oficiais israelenses, o mesmo método foi usado para recrutar cidadãos do país para espionar locais e indivíduos sensíveis.
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