O braço de incorporação da MRV&Co encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 133 milhões, alta de 640,4% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo balanço publicado nesta segunda-feira (11).
O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) da MRV Incorporação foi de R$ 476 milhões no período, alta de 38,5% ante o primeiro trimestre do ano anterior. Enquanto isso, a receita operacional líquida foi registrada em R$ 2,562 bilhões, alta de 17,6%.
A MRV&Co destacou que segue “apresentando evolução em sua operação” com o resultado do primeiro trimestre, destacando que a “evolução ocorre em um contexto saudável, com o programa Minha Casa Minha Vida no melhor momento de sua história”.
A companhia ressalta que o ano de 2026 tende a ser positivo para o programa, considerando “importantes melhorias nas regras” que ampliam a capacidade de compra das famílias.
“A partir do 2T26, teremos a continuidade da trajetória de expansão da margem bruta, à medida que safras de vendas mais novas, com margens mais altas, ganhem relevância no resultado”, ressalta a MRV.
Como um todo, a empresa fechou os primeiros três meses do ano com geração de caixa de R$ 392 milhões. Segundo o balanço, o dado foi impulsionado pela venda de ativos da Resia, prevista em seu plano de desalavancagem, e pelo resultado da operação de incorporação brasileira.
A subsidiária norte-americana do grupo MRV&Co vendeu, no primeiro trimestre, o empreendimento Tributary, por US$ 73,3 milhões, e os terrenos Marine Creek e Tucker pelo valor de US$ 18,3 milhões.
Apesar de a empresa observar que o cenário geopolítico tenha criado um ambiente inflacionário com potenciais impactos sobre o setor, a MRV indica que a produção de 5 mil unidades a mais do que o vendido em 2025 gera um estoque que funcionará como um mecanismo de proteção a alta de preços, potencializado pela construção a custos mais baixos e sua política de aumento de preços sempre acima da inflação.
“Temos confiança que nossa estratégia de presença nacional, simplificação e linearização da operação será um grande diferencial nesse momento”, destaca a companhia.
“Já temos uma estrutura pronta e otimizada para operar em nosso footprint e não temos o risco operacional de um grande crescimento ou expansão geográfica”, conclui.
Rubens Menin é chairman da MRV&Co, controlador do Inter, da Log Commercial Properties e presidente do Conselho da Itatiaia e da CNN Brasil
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