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Lula recebe Bachelet e reforça articulação para sucessão na ONU

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe, nesta segunda-feira (11) no Palácio do Planalto, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet e traça estratégias para a candidatura da chilena à secretaria-geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

Há no Palácio do Planalto a avaliação de que a candidatura de Bachelet é um caminho para fortalecer o discurso, adotado por Lula, sobre a necessidade de reforma da ONU e de outros mecanismos de governança internacional.

O encontro está marcado para acontecer às 15h30 em Brasília.

O atual secretário-geral da ONU António Guterres, de Portugal, deixa o posto em 31 de dezembro, após dois mandatos consecutivos que duraram uma década. A sucessão na cadeira é definida em um formato “geográfico-rotativo”. E agora é a vez de América Latina e Caribe ocupá-la.

Quatro nomes foram apresentados por Estados-membros da ONU para substituir Guterres. A lista inclui duas candidatas e dois candidatos (confira abaixo). A posição nunca foi ocupada por uma mulher.

  • Michelle Bachelet: indicada por Brasil e México, foi presidente do Chile, líder da ONU Mulheres e alta comissária para Direitos Humanos
  • Rebeca Grynspan: indicada pela Costa Rica, foi presidente do país e líder da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento e vice-administradora e vice-administradora do Programa das ONU para o Desenvolvimento
  • Rafael Mariano Grossi: indicado pela Argentina, atualmente é diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica)
  • Macky Sall: indicado pelo Burundi, foi presidente do Senegal

Após ser nomeado por um dos estados-membros, os candidatos definem suas prioridades para o cargo e passam por sessões públicas de debate.

Depois disso, vem a etapa mais importante, o nome precisa ser recomendado por ao menos nove dos 15 países do Conselho de Segurança da ONU. Os membros permanentes, Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França têm poder de veto sobre o nome. A última fase é a nomeação pela Assembleia-Geral.

Inicialmente Bachelet contava também com o apoio do seu país. O atual presidente chileno, José Antonio Kast, quadro de direita, resiste a sua candidatura, contudo, e retirou o apoio ao seu nome.

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