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Israel deporta ativista brasileiro que estava em flotilha para Gaza

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

Israel deportou na madrugada deste domingo (10) o ativista Thiago Ávila, preso desde o dia 29 de abril, quando forças israelenses interceptaram uma flotilha em que o brasileiro estava rumo a Faixa de Gaza.

Além de Ávila, Saif Abu Keshek, cidadão espanhol que também foi detido durante a intercepção da flotilha, foi deportado.

A confirmação das deportações aconteceu neste domingo, feita pelo Ministério das Relações Exteriores israelense em publicação no X.

No comunicado, Israel afirma que “após a conclusão de sua investigação, os dois provocadores profissionais, Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, da flotilha de provocação, foram deportados hoje”. O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que Abu Keshek era suspeito de ligação com uma organização terrorista e Avila era suspeito de atividades ilegais. Ambos negaram as acusações.

After their investigation was completed, the two professional provocateurs, Saif Abu Keshek and Thiago Ávila, from the provocation flotilla, were deported today from Israel. Israel will not allow any breach of the lawful naval blockade on Gaza.

— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) May 10, 2026


Ainda na publicação, a autoridade afirma que “Israel não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal sobre Gaza”.

A CNN entrou em contato com o Itamaraty, mas não houve resposta.

Brasil e Espanha afirmam que detenção foi ilegal

Os governos da Espanha e do Brasil afirmaram que a detenção de Abu Keshek e Ávila era ilegal, mas o Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel, decidiu mantê-los sob custódia até 10 de maio.

O grupo de direitos humanos Adalah, que auxiliou em sua defesa legal e também afirmou que a detenção era ilegal, disse que Abu Keshek e Ávila foram informados de que seriam libertados da detenção neste sábado (9) e entregues à custódia das autoridades de imigração até sua deportação.

“O Adalah está monitorando de perto os acontecimentos para garantir que a libertação da detenção ocorra, seguida de sua deportação de Israel nos próximos dias”, disse o grupo. As autoridades israelenses não puderam ser contatadas imediatamente para comentar o assunto.

As autoridades israelenses os mantiveram sob suspeita de crimes que incluíam auxílio ao inimigo e contato com um grupo terrorista.

Gaza é administrada em grande parte pelo grupo militante palestino Hamas, que é considerado um grupo terrorista por Israel e por grande parte do Ocidente.

O ataque do grupo a Israel em 7 de outubro de 2023 deu início à guerra de Gaza, que deixou grande parte da população do enclave desabrigada e dependente de ajuda — que, segundo as agências humanitárias, está chegando muito lentamente.]

*com informações da Reuters

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