O Partido Novo lançou neste sábado (9) a pré-candidatura de André Marinho ao governo do Rio de Janeiro em 2026, em evento que contou com a presença do pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo).
Em entrevista à CNN Brasil, Marinho afirmou que há “três caminhos” para os eleitores fluminenses. O primeiro foi chamado por ele de “Eduardo Caos”, em referência ao apelido que ele tem usado para o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD); o segundo como “sabor direita”; e o terceiro como “novo caminho”.
Segundo o empresário e humorista, o ex-prefeito do Rio de Janeiro representa “a continuidade da velha política municipal, da grande mídia, dos banqueiros e dos salões de Brasília”.
Já o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas (PL), segundo Marinho, representa “a máquina tradicional que tenta se vender como direita”.
“Entre o péssimo e o ruim, existe o Novo. O Rio já testou os mesmos. Agora o Rio precisa do novo”, disse.
Segundo o último levantamento da Quaest, Marinho aparece com 1% das intenções de voto entre os eleitores fluminenses. Eduardo Paes tem 34%, enquanto Douglas Ruas soma 9%.
Para Marinho, a disputa poelo Palácio Guanabara ainda está aberta, apesar da liderança inicial de Paes.
“Hoje, as pesquisas mostram que algo em torno de 70% a 75% dos eleitores fluminenses ainda não sabem em quem votar. Eduardo Paes é conhecido por cerca de 95% da população e, ainda assim, a maioria não decidiu seu voto. Isso mostra que existe um teto para a velha política e um espaço enorme para quem representa a ruptura”, afirmou.
Segundo ele, o crescimento nas pesquisas virá do contraste entre a “velha política” e uma candidatura que represente ruptura no estado.
“O Rio tem histórico de valorizar quem representa ruptura quando o sentimento antipolítico toma conta das ruas. Se existe alguém com independência para dar sequência à varredura que Ricardo Couto começou, esse alguém sou eu”, concluiu.
O lançamento da candidatura ocorre em meio à crise política no Rio de Janeiro. Em março, Cláudio Castro (PL) deixou o governo para disputar o Senado e, no dia seguinte, o então presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, teve o mandato cassado e ficou inelegível.
Com isso, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, assumiu interinamente o Palácio Guanabara e promoveu mudanças na estrutura do governo estadual.

