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“Everest mostra a verdadeira face”, diz brasileiro que escapou da morte

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 5 horas)
“Everest mostra a verdadeira face”, diz brasileiro que escapou da morte

Em entrevista à CNN Brasil, Gustavo Cordoni, um dos alpinistas que está no Monte Everest para tentar conquistar o cume da maior montanha do mundo, contou que passou momentos de terror e escapou da morte por questão de minutos durante a travessia da temida Cascata de Gelo do Khumbu. Ele e outros brasileiros escaparam de um desabamento de um serac (grande bloco de gelo) que atingiu a rota principal da escalada.

Segundo o relato de Cordoni, o grupo passou por baixo de um imenso bloco de gelo que colapsou poucos minutos depois da movimentação dos montanhistas. A queda teria ocorrido entre 3 a 5 minutos após a passagem. Para ele, o episódio e as condições climáticas extremas, como ventos críticos enfrentados entre os Campos 1 e 2, servem como um lembrete do perigo real do desafio de escalada.

O Everest mostra sua verdadeira face, né? Uma montanha muito arisca, tem que ter muito respeito, humildade, porque acima do campo base tudo pode acontecer.

Gustavo Cordoni, alpinista brasileiro no Everest

Veja vídeos abaixo:

Atingidos e feridos no Everest

O bloco, com cerca de 30 metros de altura, atingiu outros quatro alpinistas estrangeiros, que já foram socorridos, segundo Cordoni.

Roberto Lucchese, outro integrante do grupo que também conversou com a CNN Brasil, descreveu a cena forte após o colapso. Veja abaixo:

“Eu acredito que a gente tenha passado três minutos depois, quando uma montanha de gelo de uns 30 metros de altura simplesmente se desfez, acabou atingindo outros quatro alpinistas, um em estado extremamente grave, muito sangue, capacete destruído, na hora eu me emocionei muito. Acabei começando a chorar […] me emocionei demais. Podia ter sido comigo, com o nosso grupo”, descreveu o montanhista.

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Carlos Santalena, veterano que já conquistou o cume do Everest quatro vezes, reforçou que a Cascata de Gelo do Khumbu é o ponto de maior risco de toda a subida, em razão dos constantes deslocamentos de blocos e avalanches.

Rumo ao cume

Mesmo com o trauma, a equipe brasileira concluiu com sucesso o ciclo de aclimatação. O grupo alcançou o Campo 3 a mais de de 7 mil metro de altitude.Agora, os montanhistas aguardam no Campo Base por uma “janela” de tempo bom e pela finalização da fixação das cordas até o topo.

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A expectativa é que a tentativa final de chegar aos 8,8 mil metros de altitude ocorra por volta da semana do dia 18 de maio. “Agora é descansar, epsera a corda chegar até o cume e partir para a maior montanha do mundo, concluiu Cordoni.

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