O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (8) que, caso vença as eleições de outubro, pretende usar a força política como presidente recém-eleito para aprovar uma anistia ampla no Congresso Nacional e garantir que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteja presente em sua posse, no dia 6 de janeiro.
“Nesse meio-tempo entre as eleições e a nossa posse em janeiro do ano que vem, além de um grande pacote de ajustes fiscais, eu pretendo, sim, usar essa força que um presidente recém-eleito tem junto ao Congresso Nacional para, dentre outras coisas, aprovar uma anistia ampla, geral e irrestrita, para que o presidente Bolsonaro possa, no dia 6 de janeiro do ano que vem, subir a rampa do Planalto junto comigo”, disse o senador à CNN.
Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar temporariamente por razões de saúde.
Em entrevista realizada em Florianópolis, onde cumpre agenda de pré-campanha, Flávio também confirmou que o pai poderá ocupar cargo em um eventual governo seu. “Jair Bolsonaro vai ser sempre o meu Norte, é a minha bússola, é a minha referência, é a pessoa com quem eu me consulto. Se ele quiser exercer algum cargo no meu governo, é óbvio que ele vai exercer”, afirmou.
O senador, no entanto, disse não ter proposto formalmente nenhuma função ao pai. “Nunca perguntei para ele se tem vontade de assumir o ministério no meu governo”, declarou.
Flávio também foi questionado sobre o papel que Jair Bolsonaro teria de fato em sua gestão. O senador respondeu que o ex-presidente seria “o melhor conselheiro que um presidente da República pode ter” e elogiou a experiência política do pai.
“Tem uma inteligência também fora da curva, mais uma vez, que tem uma visão política muito acima de qualquer outra pessoa que eu conheça aqui na América Latina.”, disse.

