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Análise: Encontro de Trump com Lula é também recado para China

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O encontro entre Donald Trump e Lula teve um destinatário implícito: o líder chinês Xi Jinping. Essa é a avaliação do analista de Internacional Lourival Sant’Anna, que explicou os bastidores estratégicos da reunião realizada uma semana antes de Trump se deslocar a Pequim para se encontrar com o dirigente chinês.

Segundo Lourival, a iniciativa partiu do próprio Trump. “Por mais que tenha havido gestões de brasileiros, o presidente dos Estados Unidos é que decide com quem ele se encontra e a hora que ele quer se encontrar”, afirmou o analista durante o CNN Prime Time desta quinta-feira (7). O timing da reunião, portanto, não seria coincidência.

“Uma semana antes de se encontrar com Xi Jinping, ele quis mostrar que o Brasil, o maior país da América Latina e a segunda maior economia do hemisfério ocidental, não está sob a órbita chinesa, como é a percepção que o mundo tem, por causa dos BRICS e das posições do presidente Lula. Ele quis mostrar que os Estados Unidos, sob Trump, têm a capacidade de atrair o Brasil para a sua órbita”, destacou Lourival.

O analista destacou que a questão dos minerais críticos é central nesse contexto geopolítico. De acordo com Sant’Anna, durante a guerra com o Irã, os Estados Unidos teriam consumido metade de seus mísseis mais importantes, como ATACMS, Patriot e Tomahawk, com capacidade de reposição de apenas 100 unidades por ano.

Para essa reposição, seriam necessários minerais críticos que, atualmente, apenas a China fornece. “Como é que os Estados Unidos vão comprar esses minerais críticos nesse contexto?”, questionou o analista.

Sant’Anna lembrou que, no auge da disputa tarifária entre Washington e Pequim, a China suspendeu licenças de exportação de minerais críticos para os Estados Unidos, o que teria forçado Trump a recuar nas negociações. Após a guerra com o Irã, esse problema teria se agravado ainda mais.

Nesse cenário, o Brasil ganha relevância estratégica: uma mina em Goiás conteria argilas iônicas, descritas pelo analista como “as únicas que fazem imãs permanentes fora da China”. Com Lula tendo recentemente aprovado um marco regulatório para o setor, o encontro entre os dois líderes teria reforçado publicamente esse avanço. “Isso é estratégico para o Trump”, concluiu Lourival.

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