O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira o fim de todas as restrições aos atletas de Belarus, permitindo o retorno deles às competições internacionais, incluindo torneios classificatórios para as Olimpíadas de Los Angeles 2028.
Desde 2022, o COI recomendava a exclusão de atletas e dirigentes da Rússia e de Belarus após a invasão da Ucrânia pela Rússia. Belarus foi utilizado como base estratégica para o início da ofensiva militar.
“O Comitê Executivo do COI não recomenda mais quaisquer restrições à participação de atletas de Belarus, incluindo equipes, em competições organizadas por federações internacionais e organizadores de eventos esportivos”, informou a entidade em comunicado.
Com a decisão, atletas bielorrussos poderão voltar a competir livremente sob sua própria bandeira e hino nacional, inclusive em esportes coletivos, além de disputar todos os eventos classificatórios para os Jogos Olímpicos de 2028.
No entanto, a entidade máxima do atletismo mundial informou que manterá suas próprias sanções contra atletas de Belarus.
“Como consequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, as sanções implementadas pela World Athletics em março de 2022, excluindo atletas, dirigentes e equipes de apoio da Rússia e de Belarus das competições, permanecem em vigor”, afirmou um porta-voz da organização.
Segundo a World Athletics, o conselho da entidade decidiu que só revisará as medidas quando houver avanços concretos em negociações de paz.
Restrições contra atletas russos permanecem
Tanto nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 quanto nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026, apenas um pequeno grupo de atletas russos e bielorrussos previamente avaliados — sem vínculos militares ou relação com a guerra — pôde competir, exclusivamente em modalidades individuais e sob bandeira neutra.
Em dezembro de 2025, o COI já havia recomendado a reintegração de atletas jovens da Rússia e de Belarus (sub-23) sem restrições, em um primeiro passo para aliviar as sanções.
Apesar da nova decisão sobre Belarus, o COI esclareceu que as restrições contra atletas russos continuam em vigor. Ainda assim, cresce a expectativa de que uma medida semelhante possa ser adotada para a Rússia nos próximos meses.
A comissão jurídica do COI informou que segue analisando informações relacionadas ao Comitê Olímpico Russo (ROC), além do sistema antidoping do país. Investigações em andamento pela Agência Mundial Antidoping continuam sendo motivo de preocupação para a entidade.
A presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que houve “discussões construtivas” com o comitê russo, mas que ainda existem questões pendentes.
“Nosso papel é o esporte, e precisamos entender o que isso significa. Queremos que todos os atletas possam participar. Acredito que esta decisão demonstra isso”, declarou Coventry em coletiva de imprensa.
Ela acrescentou que não existe um prazo definido para uma possível reintegração total da Rússia ao esporte internacional.
O Comitê Olímpico Russo foi suspenso em outubro de 2023 após reconhecer conselhos olímpicos regionais em territórios ucranianos ocupados pela Rússia — Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia.
Na época, o COI afirmou que a medida violava a Carta Olímpica e a integridade territorial do Comitê Olímpico da Ucrânia.
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