O presidente dos EUA, Donald Trump, fez tantas afirmações posteriormente desmentidas sobre a guerra com o Irã, seu suposto fim iminente e uma alegada uma vitória americana esmagadora, que é impossível avaliar a credibilidade de seu último anúncio.
Mas a suspensão do “Projeto Liberdade” — um esforço naval destinado a guiar navios comerciais pelo Estreito de Ormuz — alimentará o otimismo de que um esforço diplomático liderado pelo Paquistão para encerrar o conflito ainda esteja vivo.
Quando as trocas de tiros entre as forças americanas e iranianas no estreito na segunda-feira (4) não reacenderam a guerra, isso sinalizou que nenhum dos lados queria a retomada de combates em grande escala.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse a repórteres nesta terça-feira (5) que a principal campanha militar, a “Operação Fúria Épica”, havia terminado — alimentando ainda mais as esperanças de uma desescalada.
Provavelmente não é coincidência que Trump deva viajar para a China na próxima semana, na viagem mais importante de seu segundo mandato até o momento. Pequim é aliada do Irã e sua economia está vulnerável à desaceleração do fluxo de petróleo pelo estreito.
Mas só o tempo dirá o que isso realmente significa.
No momento, os líderes linha-dura do Irã estão no controle; o país não concordou em encerrar seu programa nuclear; e fechou o estreito, mantendo a economia global como refém. Tudo indica que o Irã acredita ter a vantagem.
O que acontecerá a seguir pode depender de se Trump e o Irã estão dispostos a oferecer um ao outro uma saída honrosa.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

