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Wall Street sobe com queda do petróleo, apesar de tensões no Oriente Médio

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Wall Street sobe com queda do petróleo, apesar de tensões no Oriente Médio

Os principais índices acionários de Wall Street operam em alta nesta terça-feira (5), com a queda dos preços do petróleo – apesar da escalada de tensões no Oriente Médio.

Os mercados apresentam volatilidade, em meio ao aumento das tensões geopolíticas e um forte cenário doméstico – o S&P 500 e o Nasdaq atingiram máximas recordes nas últimas sessões devido aos balanços resilientes e ao impulso econômico.

O S&P 500 está agora cerca de 13,5% acima da mínima desde a guerra com o Irã, em 30 de março, devido aos fortes resultados das empresas de tecnologia, segundo o Deutsche Bank.

Por volta das 13h20, pelo horário de Brasília, o Dow Jones subia 0,57%, para 49.218 pontos, enquanto o Nasdaq tinha alta de 1,03%, para 25.325 pontos, e o S&P 500 ganhava 0,84%, para 7.261 pontos.

Os preços do petróleo estão em queda, mas permanecem acima de US$ 100 o barril.

O petróleo Brent, referência global, de julho, caía mais de 3,4%, para cerca de US$ 110,4 o barril. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, de junho, recuava mais de 4%, para aproximadamente US$ 102 o barril. O Brent fechou a US$ 114,4 o barril na segunda (5), o maior preço de fechamento de 2026.

O novo plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para guiar navios através do Estreito de Ormuz, que está bloqueado, foi recebido com novos ataques iranianos no Golfo, incluindo contra um importante porto petrolífero nos Emirados Árabes Unidos. Isso lançou dúvidas sobre o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, que também trocaram ataques, “já que ambos os lados buscam exercer influência sobre o Estreito de Ormuz”, escreveram analistas do Deutsche Bank em nota divulgada nesta terça (5).

Os Emirados Árabes Unidos fecharam parcialmente o espaço aéreo nesta terça-feira (5) após o Irã disparar mísseis e drones contra o país na segunda-feira (4), na primeira ofensiva desde o início do cessar-fogo entre EUA e Irã no começo de abril.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta terça (5), contudo, que o cessar-fogo “não acabou”.

Como exportador de energia, os Estados Unidos têm resistido melhor até agora do que várias outras economias. Mas não estão imunes ao choque energético, apesar de serem o maior produtor mundial de petróleo. O preço médio nacional do galão de gasolina subiu para US$ 4,48 nesta terça (5), ante uma média de US$ 2,98 por galão antes do início da guerra, de acordo com a Associação Automobilística Americana.

Os preços da gasolina nos EUA podem chegar a US$ 5 por galão caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado no próximo mês, segundo Andy Lipow, presidente da consultoria Lipow Oil Associates. Esse aumento quase igualaria o recorde de US$ 5,02 por galão atingido em junho de 2022, após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia.

Dentre os dados econômicos divulgados pela manhã, conforme novas informações da pesquisa Jolts, as vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos caíram em março, mas um aumento nas contratações sugere que o mercado de trabalho está recuperando o equilíbrio depois de passar por dificuldades no ano passado.

O Índice de Gerentes de Compras não-manufatureiro do Instituto de Gestão de Fornecimento caiu para 53,6 no mês passado, em relação a 54,0 em março. Economistas consultados pela Reuters previam o índice em 53,7. Uma leitura acima de 50 indica expansão no setor de serviços, responsável por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA.

*Com informações da CNN Internacional e da Reuters

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

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