O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que diversos países manifestaram, tanto publicamente quanto em privado, disposição para apoiar o “Projeto Liberdade”, uma iniciativa liderada pelos EUA para garantir a segurança da navegação marítima no Estreito de Ormuz, mas se recusou a identificar quais nações.
“Vários países disseram que precisamos fazer algo a respeito e resolver o problema”, disse Rubio durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, quando questionado sobre quantos países ofereceram assistência e quais capacidades poderiam fornecer.
Rubio sugeriu que algumas nações podem contribuir de maneiras menos visíveis, mas enfatizou a delicadeza de divulgar detalhes.
“Vários países disseram que precisamos fazer algo a respeito”, acrescentou, explicando que nem todos possuem marinhas e que alguns que possuem “estão dizendo: ‘Ah, nós vamos participar, mas só depois que tudo terminar'”.
“Mas existem outras maneiras pelas quais eles podem ajudar, maneiras únicas pelas quais eles podem ajudar. E não quero entrar em detalhes sobre quais são esses países, por razões óbvias”, disse ele.
Rubio enfatizou que os EUA arcarão com a maior parte da operação.
“Não quero enganá-los, a principal responsabilidade por este Projeto Liberdade é dos Estados Unidos, porque somos o único país que pode projetar poder naquela parte do mundo da maneira como estamos fazendo agora”, disse ele.
“Isso é um favor ao mundo, porque são os navios deles que estão encalhados”, concluiu o secretário de Estado americano.
Operação em Ormuz
Na segunda-feira (4), o presidente americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos vão começar a guiar navios pelo Estreito de Ormuz, em uma iniciativa chamade de “Projeto Liberdade”.
Trump afirmou neste domingo (3) que “países de todo o mundo, quase todos não envolvidos na disputa no Oriente Médio”, pediram aos EUA que liberassem navios “presos” no importante estreito.
“Eles são meramente observadores neutros e inocentes!”, escreveu na Truth Social. “Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos Estados Unidos, dissemos a esses países que iremos guiar seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam seguir livremente com seus negócios.”
Trump disse que os navios são de regiões que “não estão de forma alguma envolvidas” no conflito no Oriente Médio.
“Este é um gesto humanitário por parte dos Estados Unidos, dos países do Oriente Médio, mas, em particular, do Irã”, escreveu.
Ele acrescentou que, se houver interferência no processo, essa interferência “terá de ser tratada com firmeza”.
A medida ocorre enquanto os impactos econômicos do fechamento do estreito continuam a aumentar, com os preços da gasolina nos Estados Unidos atingindo agora uma média de US$ 4,45.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

