O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidatos ao Palácio do Planalto mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto, visitam os Estados Unidos nesta semana, ambos com temas eleitorais no radar.
Flávio está em solo americano desde o início da semana. A principal agenda do pré-candidato foi um jantar com empresários realizado na casa de Marcelo Kayath, ex-executivo do Credit Suisse. O jantar em Miami aconteceu na noite da segunda-feira (4).
Segundo interlocutores de Flávio, o foco do senador foi apresentar aos empresários a agenda pró-mercado que pretende estabelecer se eleito, com desburocratização e redução da carga tributária. A ideia era atrair apoio e futuros investimentos para um hipotético governo. Entre os presentes, estiveram banqueiros, profissionais do mercado financeiro e grandes varejistas brasileiros.
Em outro momento, Flávio encontrou seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e tratou sobre a possibilidade de lançar o ex-deputado como suplente na disputa pelo Senado em São Paulo. O pré-candidato esteve acompanhado do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em parte das agendas.
O retorno de Flávio Bolsonaro ao Brasil está previsto para quarta-feira (6), mesmo dia em que o presidente Lula deve embarcar para os Estados Unidos. A agenda de Flávio já estava prevista com certa antecedência, e não tem relação com a ida de Lula ao país, afirmam interlocutores.
A única agenda de Lula nos Estados Unidos será um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (7). Devem aparecer na pauta da reunião o tarifaço norte-americano, o combate ao crime organizado e minerais críticos.
Existe a expectativa entre governistas de que o encontro de alto nível possa revigorar a imagem do mandatário e da gestão federal – impactada pela derrota histórica marcada que Senado impôs à indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal).
Além disso, acordos de cooperação em áreas como segurança pública e minerais críticos, temas considerados por aliados de Lula como relevantes para a corrida eleitoral, podem ser explorados pelo petista.
