A AGCO, fabricante de máquinas agrícolas com as marcas Fendt, Massey Fergusson e Valtra, registrou um lucro líquido de US$ 55 milhões no primeiro trimestre deste ano, na comparação com US$ 10,5 um ano antes.
As vendas da companhia aumentaram 14,2% na mesma comparação e somaram US$ 2,24 bilhões.
“Superamos o mercado, particularmente em equipamentos de alta potência e agricultura de precisão, reforçando a força de nosso portfólio diferenciado e nossa abordagem”, disse Eric Hansotia, presidente do Conselho, presidente e CEO da AGCO, no texto de divulgação de resultados.
Por região, as vendas cresceram 20,3% na Europa e Oriente Médio; 10% na América do Norte; 17,3% na América Latina e 31,2% na região que engloba Ásia, Pacífico e África.
Vendas em queda no Brasil
Sobre o Brasil, a empresa divulgou que as vendas de tratores caíram 10% no primeiro trimestre, ante período análogo de 2025, refletindo uma demanda mais fraca por tratores maiores, parcialmente compensada pela melhora na demanda por equipamentos de pequeno e médio porte.
“O Brasil está produzindo safras próximas de recordes, mas a rentabilidade está sob pressão devido aos altos custos de produção, principalmente com fertilizantes importados, e a demanda por equipamentos maiores ainda não apresentou crescimento renovado. Os elevados custos de financiamento, o crédito restrito e a dinâmica política mais ampla deverão continuar a limitar a procura em 2026″, justificou Hansotia no texto.
Conforme mostrou a repórter Gabriella Weiss, durante sua visita à Agrishow em Ribeirão Preto
(SP), não só a AGCO, mas as demais indústrias de máquinas relataram que os produtores estão em busca de máquinas menores.
Expectativas
Para o fim de 2026, a empresa espera vendas líquidas de US$ 10,5 bilhões a US$ 10,7 bilhões. As margens operacionais ajustadas devem ficar entre 7,5% e 8,0%, refletindo a ênfase contínua na disciplina de preços, gestão de custos e alinhamento operacional.
Os volumes de produção devem permanecer relativamente estáveis ou ligeiramente menores, com o controle de custos e a precificação positiva contribuindo para o desempenho, afirmou a empresa. Com base nessas premissas, o lucro por ação projetado para 2026 é de aproximadamente US$ 6.

