O governo federal discute com empresas de locação de veículos um novo modelo para o pedágio eletrônico que permita identificar o condutor e transferir automaticamente a cobrança do free flow para o motorista responsável pelo uso do carro.
A proposta está em fase inicial e faz parte de uma segunda etapa de transição para o sistema de pagamento do free flow, segundo autoridades envolvidas nas negociações ouvidas pela reportagem.
Nos casos de veículos alugados, a cobrança do pedágio eletrônico recai, em geral, sobre a locadora, que depois precisa identificar o usuário e fazer o repasse. No caso do uso de tags, há ainda a cobrança de taxas administrativas adicionais.
Pelo novo desenho em discussão, as empresas poderiam indicar diretamente quem estava com o veículo no momento da passagem pelo pedágio eletrônico, permitindo que o valor seja direcionado ao motorista de forma mais rápida e transparente e a notificação de uso seria feita pelo aplicativo da CNH Digital.
Hoje, no modelo tradicional com praças físicas, o pagamento pode ser feito diretamente pelo condutor e quando há uso de tag a cobrança ocorre automaticamente no cartão vinculado.
Como mostrou a CNN, o free flow ainda enfrenta desafios de adaptação, especialmente entre usuários não frequentes.
A primeira fase do modelo de transição para o modelo free flow foi anunciada na última semana e focou em ações educativas para o usuário permitindo a suspensão das multas emitidas até novembro deste ano e dando uma segunda chance para que os usuários efetuam o pagamento do pedágio sem consequências como a multa de quase R$ 200 e os cinco pontos na habilitação.
Segundo apurou a CNN, a suspensão das multas por falta de pagamento no sistema free flow superam R$ 650 milhões. No total, 3,4 milhões de multas em rodovias federais e estaduais foram canceladas.

