Há pouco mais de um mês, uma ONG fundada pela ex-chefe de políticas públicas do WhatsApp no Brasil começou a operar.
Daniela da Silva se propõe agora, por meio da CTRL+Z, a receber e investigar denúncias e mover ações judiciais contra as chamadas big techs, expressão que designa as grandes empresas de tecnologia. Nesse ramo, algumas são a Meta (dona do aplicativo de mensagens, Facebook, Instagram e Threads), Google, Microsoft e X.
No site oficial, a organização diz articular pessoas e instituições para enfrentar as big techs no Brasil. “Nós somos um caminho para transformar a sua indignação em ação organizada.”
No espaço de biografia na página, Daniela afirma que deixou o cargo de chefe do WhatsApp no início de 2025, como uma forma de protesto, após a Meta encerrar a verificação de fatos e os programas de integridade, diversidade, equidade e inclusão.
Antes de trabalhar com big techs, ela atuou na Open Society Foundations, organização filantrópica privada global.
A ONG disponibiliza uma seção para denúncias anônimas. Na página, eles dizem ser seguro divulgar irregularidades de interesse público sobre as big techs a eles e disponibilizam dicas de segurança por quem teme represálias.
Ainda no site, a CTRL+Z diz: “As empresas de tecnologia devem temer as pessoas, não o contrário. Isso significa somar forças para enfrentar problemas sistêmicos – não apenas nos indignarmos com casos isolados, mas expor e transformar as estruturas que permitem a exploração e a impunidade.”
Além de Daniela, trabalham na organização Tatiana Dias, jornalista investigativa focada em tecnologia, política e direitos humanos, como diretora de programas; Luã Cruz, especialista em direitos digitais e políticas públicas, como diretor de litigância; Gabi Coelho, jornalista investigativa que tem como foco a defesa dos direitos humanos, justiça social e socioambiental, como analista de projeto; e Déborah Bonsaver, que atua na gestão de fluxos operacionais e suporte executivo, como analista financeira, além de membros do conselho fundador.
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