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Entenda como EUA querem escoltar navios em Ormuz

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Entenda como EUA querem escoltar navios em Ormuz

Os Estados Unidos estão no segundo dia da operação batizada de “Projeto Liberdade”, iniciativa destinada a escoltar navios de carga pelo Estreito de Ormuz, passagem considerada vital para o abastecimento de petróleo na economia global. Até o momento, a operação registra resultados muito abaixo do esperado para normalizar o tráfego na região.

Segundo Diego Pavão, editor de Internacional da CNN, apenas dois navios de bandeira americana foram escoltados pelos navios de guerra dos Estados Unidos desde o início da operação. “Resultado muito abaixo do que é necessário para normalizar essa passagem”, afirmou.

Desafios geográficos e logísticos

O Estreito de Ormuz já representa uma passagem delicada em condições normais. Apesar de ter aproximadamente 33 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, apenas 3 quilômetros são navegáveis em cada sentido, devido às restrições de profundidade — o chamado “calado”, ou seja, a parte que fica submersa dos navios.

Grandes petroleiros, por exemplo, possuem um calado de cerca de 20 metros, o que os obriga a trafegar por vias específicas determinadas pela profundidade do canal.

“O Estreito de Ormuz já é uma passagem delicada quando se tem um fluxo normal de navios passando, justamente por causa daquele aperto”, explicou Pavão. Com a escolta dos navios de guerra americanos, o espaço disponível para manobras fica ainda mais reduzido. Atualmente, cerca de 2 mil navios e 20 mil marinheiros aguardam na chamada “sala de espera” do estreito, à espera de condições seguras para atravessá-lo.

O papel decisivo das seguradoras

Um dos principais obstáculos à operação americana, de acordo com Diego Pavão, é a posição das seguradoras marítimas. Segundo uma fonte da indústria naval consultada por Pavão, a decisão final sobre a passagem dos navios pelo estreito não cabe aos Estados Unidos, mas às seguradoras — a maioria delas sediada em Londres.

“Londres é quem manda”, relatou o editor, citando sua fonte. Se uma seguradora avaliar que a travessia ainda é perigosa, nenhuma escolta americana será capaz de alterar essa decisão.

Mais do que isso, as seguradoras entendem que a presença dos navios de guerra americanos pode, na verdade, aumentar o risco, tornando os navios de carga alvos mais visíveis em um contexto de conflito — algo que o Irã, segundo Pavão, não veria com bons olhos. A isso se soma a presença de minas navais iranianas no estreito.

Pressão política e econômica nos EUA

A operação foi lançada em meio a forte pressão sobre Donald Trump em razão do aumento nos preços dos combustíveis. Pavão relatou ter recebido, momentos antes de entrar no ar, a foto de uma bomba de gasolina nos Estados Unidos marcando quase US$ 5 o galão. “Os americanos estão pagando quase 50% a mais na gasolina do que pagavam antes dessa guerra”, disse.

O cenário político agrava ainda mais a pressão. Os Estados Unidos têm eleições de meio de mandato previstas para o fim do ano, quando os eleitores renovarão a composição da Câmara e do Senado. “O eleitor vota muito pensando nessa questão de preço”, observou Pavão, destacando que Donald Trump se encontra “extremamente pressionado” diante desse quadro.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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