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Corteva registra lucro líquido de US$ 723 milhões no 1º tri

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Corteva registra lucro líquido de US$ 723 milhões no 1º tri

A Corteva Agriscience, multinacional agrícola americana, registrou lucro líquido de US$ 723 milhões no primeiro trimestre de 2026, uma alta de 10,2% em relação aos 656 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. A receita líquida da companhia atingiu US$ 4,9 bilhões no período, também uma alta de 11% no período.

Os resultados positivos também alcançam o EBITDA da companhia, que totalizou US$ 1,4 bilhões no trimestre, crescimento de 21% frente ao mesmo período do ano anterior.

Os valores foram sustentados por aumento de vendas, principalmente no mercado de sementes, que aumentaram 12%. Os preços do insumo subiram 3%, com ganhos em todas as regiões, impulsionado por um mix de produtos favorável e pela execução contínua da estratégia de preço por valor da empresa, mostra o balanço da empresa divulgado nesta terça-feira (5) a investidores.

A empresa também atribuiu o crescimento do volume na América do Norte às mudanças sazonais no cronograma de entrega de sementes.

No braço de proteção de cultivos da Corteva, as vendas líquidas aumentaram 10%, embora os preços dos insumos tenham retraído 2% devido à dinâmica competitiva do mercado na América Latina. Mesmo com margens menores, o volume melhorou 6%, com ganhos em todas as regiões, impulsionado pela demanda por novos produtos.

Em nota, o CEO da Corteva, Chuck Magro, afirmou que a companhia tem resultados sólidos. “Nosso desempenho reflete um início de temporada sólido no Hemisfério Norte, aliado a uma gestão de custos disciplinada e à demanda contínua por nossa tecnologia avançada, o que nos permitiu alcançar crescimento de lucros e expansão de margem”, explicou.

O executivo destacou, ainda, o anúncio da Vylor, nome de futura empresa de sementes e genética avançadas que é a aposta da Corteva para 2026. “Continuamos focados no lançamento de duas empresas fortes, no caminho certo para o quarto trimestre e no cumprimento de nossas metas para 2026. Nosso futuro é promissor”, concluiu.

Com os resultados do primeiro trimestre, a companhia projeta um cenário ainda heterogêneo para o agro no mundo, mas com fundamentos considerados resilientes. A empresa se mantém com a demanda por sementes e defensivos agrícolas segue sustentada pela busca dos produtores por produtividade e eficiência, com maior adoção de tecnologias, genética avançada e soluções de maior valor agregado.

Ao mesmo tempo, a menor disponibilidade de exportações da China começa a apertar gradualmente o balanço global de oferta e demanda, enquanto os mercados de grãos e oleaginosas mostram alguma recuperação, apoiados também por fatores geopolíticos, o que melhora o ambiente para o setor.

Para o ano cheio, o guidance permanece com a aposta em sementes e com a expectativa de continuidade na demanda por produtos tecnológicos, impulsionada por inovação e pelo bom início do plantio no Hemisfério Norte. Na área de proteção de cultivos, a previsão é de crescimento de volumes, com melhora no equilíbrio entre oferta e demanda.

No campo, apesar de os produtores ainda operarem com cautela diante dos custos, o investimento em tecnologias que elevam a produtividade segue como prioridade, e a empresa avalia que eventuais impactos geopolíticos e comerciais devem ser administráveis dentro das projeções atuais, com demanda global ainda firme.

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