A Coreia do Sul está avaliando a possibilidade de se juntar aos esforços dos Estados Unidos para guiar navios mercantes através do Estreito de Ormuz, informou o Ministério das Relações Exteriores do país em um comunicado divulgado nesta terça-feira (5).
“O governo defende o princípio de que a segurança e a livre navegação nas vias marítimas internacionais devem atender ao interesse comum de todas as nações e ser protegidas de acordo com o direito internacional”, afirma o comunicado.
“Estamos analisando a proposta dos EUA sobre o Estreito de Ormuz com base no princípio, no nível de prontidão militar na Península Coreana e nas leis nacionais. Sobre o Projeto Freedom, a Coreia do Sul e os EUA têm mantido comunicação constante para garantir o uso seguro de vias navegáveis importantes, incluindo o Estreito de Ormuz”, acrescentou o informe.
As forças americanas lançaram o Projeto Freedom na segunda-feira (4), que visa auxiliar navios mercantes a transitarem com segurança pelo Estreito de Ormuz.
O Ministério das Relações Exteriores sul-coreano afirmou na segunda-feira (4) fogo e explosão em um do país que navegava no Estreito de Ormuz. Pelo menos 24 tripulantes estavam a bordo da embarcação.
O navio, com bandeira do Panamá, transportava 24 tripulantes, incluindo seis sul-coreanos, e estava atracado próximo aos Emirados Árabes Unidos quando ocorreu a explosão.
Não há relatos de vítimas, informou o ministério.
A Coreia do Sul e muitas outras economias asiáticas foram gravemente afetadas pelas restrições à navegação pelo estreito, visto que dependem fortemente da importação de combustível do Golfo.
As consequências da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã devem custar à economia da região Ásia-Pacífico centenas de bilhões de dólares e mergulhar milhões de pessoas na pobreza, segundo um relatório das Nações Unidas publicado em 14 de abril.
Além disso, a Ásia responde por mais da metade da produção industrial mundial, o que significa que os impactos econômicos na região podem ter um impacto global significativo.
O que está acontecendo no Estreito de Ormuz?
Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã restringiu a passagem para quase todas as embarcações pelo Estreito de Ormuz, afirmando que a navegação só seria permitida sob controle iraniano e mediante o pagamento de uma taxa.
A via marítima é uma das mais importantes do mundo, por onde passam quase um quinto do petróleo e gás mundial.
Após a falha da tentativa de negociação, com o objetivo de pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã, o presidente Donald Trump anunciou que as forças americanas bloqueariam a entrada e saída de navios de portos iranianos, incluindo o Estreito de Ormuz.
Teerã ameaçou atingir navios de guerra que atravessassem o estreito e retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, após o anúncio de bloqueio dos americanos.
Enquanto isso, o cessar-fogo entre os países foi estendido, com a campanha de bombardeios EUA-Israel contra Teerã suspensa.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

