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Análise: Governistas temem que PEC da escala 6×1 seja descaracterizada

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Análise: Governistas temem que PEC da escala 6×1 seja descaracterizada

A comissão especial que analisa a PEC do fim da escala 6×1 realizou sua primeira reunião nesta terça-feira (5). Apesar do cronograma para aprovação até o fim de maio, o Planalto ainda enxerga o processo com desconfiança. Segundo o analista de Política Pedro Venceslau, há uma preocupação concreta de que o projeto possa ser descaracterizado ao longo das discussões na Câmara.

“Por isso que eles deixam, como espécie de ‘plano b’, aquele PL [Projeto de Lei] em regime de urgência do Palácio do Planalto, que pode ser colocado em prática caso o governo sinta que estão cedendo às pressões dos sindicatos patronais, como a Fiesp e a Fiemg, entre outras”, destacou Venceslau durante o CNN 360º desta terça-feira (5).

Enquanto isso, segundo o analista, a esquerda articula a mobilização de seu campo político, com encontros previstos com centrais sindicais e com lideranças do movimento que impulsionou o debate sobre a escala 6×1 no Rio de Janeiro. Do outro lado, os sindicatos patronais tentam realizar uma contra-ofensiva, buscando ao menos reduzir os impactos da proposta.

Na avaliação do mundo empresarial, o fim da escala 6×1 já é considerado “um caminho sem volta”. Esse entendimento é reforçado por uma pesquisa Real Time Big Data, publicada recentemente, que apontou que 71% dos brasileiros aprovam o fim da escala 6×1, com apenas 26% contrários à medida.

“Essa aprovação está presente no eleitorado de todos os pré-candidatos à presidência da República. Fica complicado para Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou mesmo Flávio Bolsonaro criticarem o fim da escala 6×1”, observou o analista.

Debate sobre período de transição

O presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) quer que o projeto seja aprovado com o que chamou de “DNA da Câmara dos Deputados”, considerando a aprovação um legado de sua gestão.

No entanto, ele tem aberto espaço para o setor empresarial se manifestar. “E aí o debate acaba caindo naquele tema sobre a transição, quanto tempo de transição? Dois anos, quatro anos, um período maior ou nenhuma transição. Esse hoje é um dilema qua precisa ser resolvido”, comentou Venceslau.

Após a Câmara, o projeto seguirá para o Senado Federal. Nesse cenário, a relação do Palácio do Planalto com o senador Davi Alcolumbre (União-AP) passa a ser um fator relevante na equação. Segundo Venceslau, o temor de que a PEC fique parada no Senado pesa na decisão do governo sobre eventuais retaliações a Alcolumbre.

Contudo, o próprio presidente do Senado tem dado sinais de que tratará o projeto com celeridade, uma vez que é do interesse de todo o Congresso Nacional que ele seja aprovado: “Em ano de eleição, é muito difícil você ser contra um projeto que dá ao brasileiro um dia a mais de folga”, conclui o analista.

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