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Aeronave que caiu em BH era de 1979; situação era “normal”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Aeronave que caiu em BH era de 1979; situação era “normal”

A aeronave que caiu e atingiu um prédio no bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte, foi fabricada em 1979 e estava com situação considerada “normal”, conforme os registros da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

O acidente, que deixou três mortos, ocorreu por volta de 12h20 desta segunda-feira (4). A classificação “normal” indica que a aeronave estava regular do ponto de vista documental e de aeronavegabilidade.

Aeronaves mais antigas podem continuar voando normalmente, desde que passem por manutenções periódicas obrigatórias e atendam aos requisitos técnicos exigidos pelos órgãos reguladores.

No caso do avião envolvido no acidente, o certificado de aeronavegabilidade (CVA) tinha validade até abril de 2027.

Sem autorização para táxi aéreo

A aeronave não possuía autorização para operação comercial sob o RBAC nº 135, que regula serviços de táxi aéreo, nem sob o RBAC nº 121, voltado a operações regulares de transporte aéreo.

Ainda de acordo com os dados, o avião também não estava autorizado a realizar serviço aéreo especializado (SAE) ou voos de instrução sob o RBAC nº 141, que diz respeito à voos de instrução.

Os registros indicam que a aeronave estava classificada para uso privado, sem permissão para transporte comercial de passageiros. Veja dados abaixo:

Aeronave que caiu em BH não tinha autorização para operar como táxi aéreo • Reprodução/ANAC

Conheça o modelo

De acordo com os dados da aeronave de prefixo PT-EYT, o avião foi fabricado em 1979 e possui capacidade para até cinco passageiros, além do piloto.  Ainda segundo o registro, a aeronave é classificada como de uso privado. O peso máximo de decolagem é de 1.633 kg.

Veja também: Saiba onde fica local de acidente

O modelo EMB-721C pertence à categoria de aeronaves monomotoras, com pouso convencional, e está enquadrado na categoria “normal” de certificação. O certificado de aeronavegabilidade (CVA) tem validade até 1º de abril de 2027.

O avião está configurado conforme as regras dos Requisitos gerais de operação para aeronaves civis, que regulamenta operações privadas no Brasil.

Investigação em andamento

FAB (Força Aérea Brasileira), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), investiga a queda do avião.

Em nota à CNN Brasil, o órgão informou que já enviou investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), para auxiliar na ocorrência.

“Durante a Ação Inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação”, diz o comunicado.

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