A Fórmula 1 já passou, mas o Hard Rock Stadium, em Miami, agora está em uma outra corrida: para ficar pronto para a Copa do Mundo, que começa no dia 11 de junho.
O craque argentino Lionel Messi esteve nos boxes do Grande Prêmio de Miami no fim de semana, visitando o piloto da Alpine F1 e compatriota Franco Colapinto antes da corrida de domingo (3), caminhando sobre o carpete verde colocado sobre o campo do estádio, onde as equipes montaram suas áreas de hospitalidade em tendas.
Poucas horas após o fim da corrida, o foco já era iniciar a transformação para algo mais familiar a Messi — grama de verdade e um campo adequado para o torneio com 48 seleções.
O estádio, com capacidade para 65 mil pessoas em Miami Gardens e casa do time Miami Dolphins da NFL, receberá sete das 104 partidas da Copa do Mundo — quatro jogos da fase de grupos, uma partida das oitavas de final, uma quartas de final e a disputa pelo terceiro lugar.
A primeira partida será em 15 de junho, entre Arábia Saudita e Uruguai. Cabo Verde, Brasil, Escócia, Colômbia e Portugal também jogarão lá na fase de grupos.
O local multiuso, que também recebe futebol universitário, tênis e shows de rock em uma agenda cheia de quase 60 eventos por ano, está acostumado a operar com um cronograma apertado e sediou o Mundial de Clubes em 2025.
O estádio já passou por uma grande transformação, porque antes da Fórmula 1 recebeu o Miami Open, de tênis. Das quadras para as pistas, a construção de infraestrutura e arquibancadas temporárias envolveu trabalho ininterrupto desde o fim de março — e tudo recomeçou novamente a partir do último domingo (3).
Grama para dar e vender
Os proprietários do estádio literalmente plantaram as sementes meses atrás — os Dolphins são a única franquia esportiva profissional dos EUA a terem a própria fazenda de grama, especialmente para cultivar o gramado de sua arena.
A grama para a Copa do Mundo vem sendo cultivada na instalação de 96 acres em Loxahatchee Groves, cerca de 98 km ao norte do estádio, e será transportada em meados de maio.
A fazenda consegue produzir, ao mesmo tempo, grama suficiente para 20 campos diferentes.
“A cada ano, provavelmente refazemos o gramado, dependendo da agenda de eventos, de oito a dez vezes”, disse Todd Boyan, vice-presidente sênior de operações do estádio dos Dolphins, a repórteres antes do fim de semana da F1.
“Essa grama é cultivada profissionalmente e atende às especificações exigidas pela NFL, mas também às exigências da Fifa. Leva cerca de um dia para remover a grama (da fazenda), e depois há um processo de aproximadamente três dias para instalá-la”, explicou.
“Depois disso, a Fifa entra em ação para fazer a costura do campo, que está sendo realizada em todos os estádios da Copa do Mundo”, completou.
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