O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou, nesta segunda-feira (4), um pedido de mudança no local do julgamento da morte do menino Henry Borel. O pedido foi feito pela defesa de Jairo Souza Santos, o ex-vereador conhecido como Dr Jairinho, réu no caso, que solicitava a transferência para fora do município.
De acordo com os advogados, a medida seria necessária para garantir uma sentença justa, isenta e imparcial.
Para os defensores, a exposição midiática e social que envolve o crime “ultrapassou os limites da informação”. Eles ressaltam que o pai do garoto, Leniel Borel, espalhou outdoors pela cidade e distribuiu itens como camisetas em um protesto pelo assassinato da criança.
A Justiça do Rio, no entanto, negou o pedido.
Menino Henry Borel morreu em 2021 após agressões contínuas
Em abril de 2021, a Polícia Civil prendeu Jairinho pela morte do menino Henry Borel, ocorrida em março daquele ano, no Rio, assim como a mãe do garoto e ex-companheira do acusado, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida.
Os dois foram denunciados por homicídio qualificado e tortura, além de outros crimes relacionados à tentativa de encobrir o caso.
Ainda em 2021, o político teve o cargo cassado por quebra de decoro parlamentar, tornando-se o primeiro na história da Câmara do Rio a perder o mandato nessas circunstâncias.
O júri está previsto para o dia 25 de maio.
Caso Henry Borel: relembre o assassinato do menino que chocou o país

