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Trump amplia sanções dos EUA contra o governo cubano

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Trump amplia sanções dos EUA contra o governo cubano

O presidente Donald Trump assinou na sexta-feira (1º) uma ordem executiva ampliando as sanções dos EUA contra o governo cubano, disseram à Reuters dois funcionários da Casa Branca, em uma tentativa de pressionar Havana após a destituição do líder venezuelano.

As novas sanções têm como alvo pessoas, entidades e afiliados que apoiam o aparato de segurança do governo cubano ou são cúmplices de corrupção ou graves violações dos direitos humanos, disseram as autoridades, bem como agentes, funcionários ou apoiadores do governo.

Não ficou imediatamente claro quais pessoas ou entidades foram atingidas pelas sanções impostas pela ordem, que foi divulgada inicialmente pela Reuters.

A ordem autoriza sanções secundárias para quem realizar ou facilitar transações com aqueles que são alvo da ordem, disseram as autoridades.

As novas sanções foram o mais recente ataque da administração Trump contra Cuba, país que o presidente declarou repetidamente estar à beira do colapso.

Sob o governo Trump, as forças americanas lançaram ataques contra embarcações na costa da Venezuela e invadiram Caracas para prender o presidente Nicolás Maduro, além de, juntamente com Israel, travarem guerra contra o Irã desde 28 de fevereiro. Trump afirmou que “Cuba é o próximo alvo”. Ele não especificou o que pretende fazer com a ilha.

As autoridades disseram que a ordem de Trump continha um aviso implícito a Cuba, afirmando que o governo se alinhou com o Irã e grupos militantes como o Hezbollah.

“Cuba oferece um ambiente permissivo para operações hostis de inteligência estrangeira, militares e terroristas a menos de 160 quilômetros do território continental americano”, disse um funcionário.

Os Estados Unidos exigem há muito tempo que Cuba abra sua economia estatal, pague indenizações pelas propriedades expropriadas pelo governo do então líder Fidel Castro e realize eleições “livres e justas”. Cuba afirma que seu modelo de governo socialista não está aberto a negociações.

Os Estados Unidos impuseram sanções e pressão adicionais à ilha no início deste ano, quando suspenderam as exportações de petróleo venezuelano para Cuba após a deposição de Maduro em 3 de janeiro. Posteriormente, Trump ameaçou impor tarifas punitivas a qualquer outro país que enviasse petróleo bruto para Cuba, o que levou o México, outro importante fornecedor, a interromper os embarques para a ilha.

A escassez de combustível em Cuba contribuiu para três grandes apagões em nível nacional e levou muitas companhias aéreas estrangeiras a suspenderem os voos para a ilha.

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