Os comentaristas Alessandro Soares e Helio Beltrão discutiram, nesta quinta-feira (30), no quadro Liberdade de Opinião, sobre a derrota histórica do governo com a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
O Senado Federal rejeitou, por 42 votos a 34, a indicação de Messias ao Supremo nessa quarta-feira (29). O advogado-geral da União passou pelo crivo do Congresso depois de cinco meses de impasse envolvendo a indicação feita pelo Planalto. Para a aprovação no plenário, eram necessários ao menos 41 votos. O governo calculava ter o apoio de 45 senadores, enquanto integrantes da oposição afirmavam ter ao menos 30 votos contrários. A votação é secreta, o que implicou incerteza nas estimativas.
Alessandro Soares afirma que com a derrota política, o governo terá que refletir sobre o que aconteceu.
“Nessa análise, naturalmente, nós vamos encontrar erros de análise por parte do governo com relação àquilo que estava acontecendo. E, ao mesmo tempo, a questão de arriscar. Ou seja, talvez eles já tivessem uma análise clara, dados, informações, de que a situação não era das melhores dentro do Senado, dentro do plenário, ou dentro da própria CCJ, e mesmo assim optaram, de alguma forma, por apostar na indicação ainda”, opina.
Para Helio Beltrão, a rejeição a Jorge Messias foi a decisão mais importante do Senado desde a redemocratização do Brasil.
“Foi a primeira rejeição a um indicado do Supremo Tribunal Federal e isso vai fazer, na verdade, muito bem para nossa República, muito bem para as instituições. É a verdadeira independência entre os Poderes funcionando, porque não estava havendo harmonia. Nós estávamos vendo o STF legislando, tomando, inclusive, prerrogativas do Senado, do Congresso, e até do Executivo. Então, esse reequilíbrio é muito importante”, afirma.
O quadro Liberdade de Opinião vai ao ar todas terças e quintas-feiras às 7h30 durante o CNN Novo Dia. Veja a íntegra do programa de hoje no vídeo acima.

