Recém-filiada ao PT, a ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu comentou sobre a derrota do governo após a indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal) ter sido barrada pelo Senado Federal. A votação ocorreu em sessão comandada por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Casa.
Em uma publicação nas redes sociais na noite desta quarta-feira (29), poucas horas após o resultado do plenário, a ex-ministra fez uma alusão ao judaísmo — religião de Alcolumbre — e afirmou que “cada época tem seu Judas”.
“Nada como um dia após o outro e uma longa noite no meio. Judas era judeu. Pagou o preço que conhecemos. Cada época tem seu Judas”, escreveu nas redes sociais na noite de quarta-feira (29).
Até um pé na bunda te joga pra frente.
Nada como um dia após o outro e uma longa noite no meio. Judas era judeu. Pagou o preço que conhecemos. Cada época tem seu Judas.— Kátia Abreu (@KatiaAbreu) April 30, 2026
Depois, já na manhã desta quinta-feira (30), a ex-ministra alterou sua postagem e retirou a alusão ao judaísmo.
Kátia Abreu chefiou a pasta da Agricultura entre 2015 e 2016, durante o segundo governo de Dilma Rousseff. Depois, foi senadora pelo estado de Tocantins e chegou a participar do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), com cargo não remunerado.
A indicação de Messias ao STF foi aprovada na CCJ, mas rejeitada no plenário do Senado horas depois por 42 votos contra 34. O advogado-geral da União passou pelo crivo do Congresso depois de cinco meses de impasse envolvendo a indicação feita pelo Planalto.
De acordo com parlamentares ouvidos pela CNN, Alcolumbre tem dito que não faz mais sentido apreciar um nome apontado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a menos de seis meses das eleições.
Do outro lado, o governo Lula avalia uma ofensiva para demitir ocupantes de cargos de confiança ligados à Alcolumbre na Esplanada dos Ministérios, segundo apurou a CNN.
Agora, o Planalto se prepara para a possibilidade de um novo revés no Congresso com a votação dos parlamentares para derrubar o veto do presidente Lula ao projeto de lei da dosimetria nesta quinta-feira (30). A oposição afirma ter votos suficientes, com margem de sobra, para derrubar a medida.
