O Índice Mundial de Liberdade de Imprensa de 2026, publicado nesta quinta-feira (30), pela organização RSF (Repórteres Sem Fronteiras), mostrou que o Brasil subiu para a 52ª posição no ranking deste ano, ultrapassando, pela primeira vez, os Estados Unidos, que ocupam o 64º lugar.
Dentre as 180 nações avaliadas, o Brasil avançou 58 posições desde 2022, saindo do 111º lugar. Em relação a 2025, os brasileiros subiram cinco posições, saindo do 63º lugar e ultrapassando os americanos pela primeira vez desde a criação do índice, em 2002.
Os Estados Unidos registram outra queda pelo quarto ano consecutivo, indo da 42ª posição em 2022 para a atual 64ª. Segundo a organização, Washington caiu nos indicadores de Segurança e de Contexto Político.
“O presidente dos EUA, Donald Trump, transformou seus repetidos ataques à imprensa e aos jornalistas em uma política sistemática”, diz o documento.
A RSF atribuiu a melhora brasileira devido à implementação de protocolos que investigam crimes contra profissionais de imprensa e ao fato de não haver registros de assassinatos de jornalistas no país desde 2022.
A facilitação do acesso à informação no Brasil também é apontada como um fator para a melhora na posição, assim como o fim de hostilidades do governo contra a imprensa do país, que ocorria no período anterior a 2023, segundo a organização.
Apesar da melhora na posição, o Brasil é avaliado como um país em condição problemática, que deve melhorar quesitos políticos, econômicos e sociais.
Em primeiro lugar no índice aparece a Noruega com um “mercado de mídia dinâmico, uma emissora pública forte, setor privado diversificado e editoras com independência editorial”, afirma o levantamento.
Já ocupando a pior posição em liberdade de imprensa, está a Eritreia, país do nordeste da África. O documento aponta que o país mantém controle total da mídia, não havendo veículos independentes, além de aprisionar jornalistas e manter vigilância constante.

