O setor público consolidado – formado por União, Estados, municípios e estatais – foi deficitário em R$ 80,7 bilhões em março de 2026. É o maior déficit para o mês desde o início da série histórica, em 2002.
O resultado consta no relatório “Estatísticas Fiscais” divulgado pelo BC (Banco Central) nesta quinta-feira (30).
O déficit foi registrado após o mês apresentar resultados superavitários por dois anos seguidos. Veja a série histórica do setor público para março:
- março de 2022: superávit de R$ 4,2 bilhões;
- março de 2023: déficit de R$ 14,2 bilhões;
- março de 2024: superávit de R$ 1,2 bilhão;
- março de 2025: superávit de R$ 3,6 bilhões;
- março de 2026: déficit de R$ 80,7 bilhões.
No mês, Governo Central, governos regionais e as empresas estatais registraram déficits. veja:
- Governo central: déficit de de R$ 74,8 bilhões;
- Estatais: déficit de R$ 468,55 milhões;
- Governos regionais (estados e municípios): déficit de R$ 5,4 bilhões.
Em 12 meses, o setor público consolidado acumulou déficit de R$137,1 bilhões. O resultado é equivalente a 1,06% do PIB (Produto Interno Bruto), superando o déficit acumulado até fevereiro.
A Dívida Bruta do Governo Geral – que compreende o governo federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e os governos estaduais e municipais – avançou para 80,1% do PIB (R$10,4 trilhões). É um aumento de 0,9 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

