O Atlético Mineiro perdeu por 1×0 para o Cienciano, time peruano, em partida disputada com um elenco alternativo na Copa Sul-Americana. A atuação apática do Galo voltou a acender o alerta nos bastidores do clube e intensificou as críticas sobre o comprometimento dos jogadores.
Segundo Nathalia Fiuza, da Rádio Itatiaia, a demissão do técnico Eduardo Domínguez não está no horizonte imediato. O Atlético tem um clássico no final de semana contra o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro. O clube corre risco de entrar na zona de rebaixamento caso não vença, e esse resultado pode decidir o futuro do treinador.
Problema vai além do técnico
Nathalia destacou que o elenco atleticano já trabalhou com diversos treinadores nas últimas temporadas — entre eles Sampaoli, Cuca, Milito e outros — sem conseguir apresentar evolução consistente. “Existe um entendimento dentro do Atlético que o problema não é só treinador”, disse. “Não adianta só ficar trocando técnico a cada três meses. É necessário que esse elenco dê uma resposta.”
A jornalista lembrou ainda que, mesmo com o Brasileirão não sendo prioridade na ocasião, o jogo contra o Cienciano representava uma oportunidade para jogadores como Dudu, Scarpa, Bernard, Alexander e Preciado mostrarem seu valor. “Era um jogo para esses caras darem o recado deles”, afirmou. Em vez disso, os torcedores viram “um time apático de novo, com pouco poder de reação”. Preciado ainda foi expulso durante a partida, e o Atlético criou pouquíssimas chances.
Ambiente turbulento e questionamentos sobre Eduardo Domínguez
Eduardo Domínguez tem convivido com um ambiente muito instável, marcado por rumores e declarações públicas de jogadores na zona mista reclamando de falta de sequência ou de tempo de adaptação.
Ana Cristina Schwambach levantou a hipótese de que a falta de autoridade do técnico sobre o elenco pode estar contribuindo para o ambiente caótico. “Será que os jogadores não estão passando por cima dele nos comentários porque ele não conseguiu ter o vestiário na mão?“, questionou, sugerindo que a chegada de um treinador pouco conhecido no futebol brasileiro, no meio de uma temporada em andamento, com um elenco de jogadores experientes, pode ter gerado um problema de egos.
Nathalia acrescentou que Eduardo Domínguez não parece ser o tipo de treinador que “passa a mão na cabeça”. Há cerca de três semanas, ele deu uma entrevista em tom mais duro, afirmando que o time treina mal e que o mínimo exigido é correr e competir. “A gente não sabe até que ponto os próprios jogadores estão comprando essa briga ou, de fato, o negócio está desandando”.

